Marcha das Vadias para o centro de Recife

O ato, que é organizado pelos coletivos Marcha das Vadias, Meu Recife, Minha Igarassu e ativistas, denuncia o crescente índice de estupros em Pernambuco, que nos três primeiros meses do ano chegou a 497 vítimas.

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O ato, que é organizado pelos coletivos Marcha das Vadias, Meu Recife, Minha Igarassu e ativistas, denuncia o crescente índice de estupros em Pernambuco, que nos três primeiros meses do ano chegou a 497 vítimas.

Por Pedro de Paula da Rede Fórum 

O centro de Recife parou na tarde deste sábado (27) para ver passar a 7ª edição da Marcha das Vadias. Entre várias reivindicações, a marcha pedia, sob os aplausos da população, o fim da culpabilização da vítima, além de fora Temer, Diretas Já e o cancelamento das reformas trabalhistas.

A concentração teve início às 13h, na Praça do Derby, também conhecida como praça da democracia. A marcha saiu às 15:30, seguindo pelas ruas do centro da cidade, como a movimentada Av Conde da Boa Vista.

O ato, que é organizado pelos coletivos Marcha das Vadias, Meu Recife, Minha Igarassu e ativistas, denuncia o crescente índice de estupros em Pernambuco, que nos três primeiros meses do ano chegou a 497 vítimas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem a quinta maior taxa de feminicídio do mundo; e no ano de 2015, das mulheres mortas por agressão, 68,8% eram de cor negra.

O Ato denuncia o racismo e também é contra o cenário político, atual chamado de conservador e fascista. Cruzes representando a violência contra as mulheres também foram usadas durante o protesto.

A caminhada teve como temas: “Não é crime passional, é feminicídio” e “Feminismo é Revolução” e exigiu também Fora Temer e Diretas já.

O número de ativistas e feministas não foi divulgado. Houve um grande apoio de transeuntes que passavam pela avenida, que elogiavam a iniciativa de denúncia das agressões provocadas contra as mulheres no mundo. Algumas pessoas, em sua maioria homens, repudiavam o ato; mas logo foram repreendidos pelos adeptos e ativistas do coletivo.

Fotos: Pedro de Paula

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