Nova secretaria de Doria declarou, em 2012, que a cracolândia havia acabado

A ex-procuradora de Justiça Eloisa de Sousa Arruda, 54, será a nova secretária de Direitos Humanos e Cidadania da gestão João Doria (PSDB). Em 2012, quando era secretária estadual de Justiça, ela atuou na cracolândia.

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A ex-procuradora de Justiça Eloisa de Sousa Arruda, 54, será a nova secretária de Direitos Humanos e Cidadania da gestão João Doria (PSDB). Em 2012, quando era secretária estadual de Justiça, ela atuou na cracolândia.

Da Redação*

De acordo com informações da coluna de Mônica Bérgamo, ex-procuradora de Justiça Eloisa de Sousa Arruda, 54, será a nova secretária de Direitos Humanos e Cidadania da gestão João Doria (PSDB).

“Ela assume o cargo no lugar de Patrícia Bezerra, que pediu para sair há uma semana, na quarta (24), após chamar de “desastrosa” a intervenção na cracolândia. O posto vinha sendo ocupado interinamente por Milton Flávio, secretário de Relações Institucionais.

O anúncio será feito na tarde desta quarta (31).

Eloisa foi secretária estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo de 2011 a 2014.

Em 2012, quando estava no cargo do governo Geraldo Alckmin (PSDB), Eloísa coordenou uma ação na mesma área que teve a participação da Polícia Militar e de agentes de saúde e de assistência social. Na época, dependentes que se concentravam na rua Helvétia se dispersam para outros pontos da região.

Em janeiro daquele ano, quase um mês após o início da operação, Eloísa afirmou que a cracolândia havia acabado. “Não existe mais”, disse ela então.

Sobre a ação do dia 21 na área que concentra dependentes de drogas, ela diz que é preciso agora “dar continuidade às ações relacionadas à assistência na área médica e de promoção pessoal às pessoas que estão lá”.

Para Eloísa, iniciativas como a intervenção policial na área “por vezes acontecem para permitir que a assistência e o serviço médico cheguem aos dependentes químicos”.

‘As questões relacionadas à segurança pública por vezes exigem intervenções imediatas. A polícia não tem como ficar aguardando para fazer uma intervenção para prender traficante. Se fizer isso, pode ser acusada de omissão’, diz.”

*Com informações da coluna de Mônica Bérgamo

Foto: Assembleia Legislativa de SP

 

 



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