Secretário de Alckmin acusado pelo MP tira licença e vai para Paris

Diário Oficial traz decreto autorizando o afastamento Ricardo de Aquino Salles para tratar de assuntos particulares na capital francesa Por Redação...

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Diário Oficial traz decreto autorizando o afastamento Ricardo de Aquino Salles para tratar de assuntos particulares na capital francesa

Por Redação

Acusado pelo Ministério Público Estadual de São Paulo em dezenas de inquéritos civis e criminais, o secretário de Estado do Meio Ambiente de São Paulo e fundador do Movimento Endireita Brasil, Ricardo de Aquino Salles, teve autorizada no Diário Oficial licença para ir a Paris tratar de “assuntos particulares”. A publicação ocorre um dia após a reportagem de Fórum entrar em contato com a assessoria da pasta e ser informada de que o “secretário estava cumprindo agenda normalmente”.

O Ministério Público, diante da gravidade dos fatos e do que chamou de provas cabais, havia pedido o afastamento do secretário, além do pagamento de indenização de R$ 50 milhões. Um dos inquéritos em que Salles é investigado tramita na 8ª. Promotoria de Patrimônio Público e Social, com a acusação de atividades supostamente ilícitas na Junta Comercial do Estado de São Paulo, Jucesp. Em outro procedimento, Ricardo Salles é apontado como protagonista de uma trama envolvendo liminares e decisões milionárias, todas elas reformadas. Segundo a petição inicial do MPE, Ricardo Salles está envolvido em fraudes graves e em intimidação de funcionários públicos, por meio de processos administrativos simulados.

Reprodução do Diário Oficial 

Segundo acusação do MP:
“A) RICARDO DE AQUINO SALLES deve responder por atos de improbidade administrativa, na medida em que fraudou e determinou a realização de atos administrativos tendentes a fraudar o procedimento do processo administrativo SMA n. 7.324/2013, com vistas à modificação de mapas e da minuta do Plano de Manejo da APAVRT. Além disso, procurou beneficiar setores econômicos, notadamente a mineração, e algumas empresas ligadas à FIESP. A partir das reuniões ilegais realizadas na sede da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o demandado permitiu que fossem incluídas “demandas” da FIESP que já haviam sido rejeitadas. Alguns funcionários da Fundação Florestal foram pressionados a elaborar os mapas que não correspondiam à discussão havida no órgão competente, por determinação do demandado, que, em muitos casos, agiu por intermédio de sua assessora ROBERTA BUENDIA SABBAGH. O demandado determinou que fossem perseguidos alguns funcionários da Fundação Florestal, que também eram testemunhas dos fatos junto ao Ministério Público. Em suma, RICARDO DE AQUINO SALLES deve responder pelos atos previstos no art. 11, I, da Lei 8.429/1992, pelas cominações previstas no art. 12, III, do mesmo texto legal.”

Foto: Redes Sociais



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