Eduardo Guimarães: “JN me cita sem me ouvir e me deve direito de resposta”

Blogueiro foi novamente acusado pela rede Globo de ter avisado o ex-presidente Lula de operação da Lava Jato contra ele Reprodução do Blog da Cidadania             Foto: Roberto Parizotti....

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Blogueiro foi novamente acusado pela rede Globo de ter avisado o ex-presidente Lula de operação da Lava Jato contra ele

Reprodução do Blog da Cidadania             Foto: Roberto Parizotti.

 

Na noite da última terça-feira, 6 de junho de 2017, o Jornal Nacional voltou a noticiar a investigação que me envolve no âmbito da Lava Jato. Confira, abaixo, reportagem da Globo que volta a me citar como autor de “aviso” ao ex-presidente Lula de operação da PF que o tinha como “alvo”.

Como se vê, o Jornal Nacional informa que teve novo andamento a investigação da Polícia Federal sobre eu ter avisado o ex-presidente Lula de que seria alvo da 24ª fase da Lava Jato, mas não informa que o processo ficou parado mais de 60 dias por conta de eu ter pedido a suspeição do juiz Sergio Moro para me julgar por ele estar me processando como pessoa física e, assim, não poder ser meu julgador.

O Jornal Nacional não informou, também, que o juiz Sergio Moro não será mais o julgador do meu caso, se a Polícia Federal vier a me denunciar por “embaraçar” a investigação, acusação que ocorreria sob os ditames da lei 12.850/13

Em primeiro lugar, a Polícia Federal não poderia ter juntado as informações obtidas por quebra de meu sigilo de fonte.
Ocorre que, no dia 23 de março de 2017, o Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba se retratou e reconheceu a ilicitude das provas obtidas mediante violação do sigilo de fonte jornalística.

Nesse contexto, determinou a exclusão de “qualquer elemento probatório relativo à identificação da fonte da informação”. Por óbvio, a única razão para se determinar o desentranhamento de uma prova ou elemento informativo já produzido é o reconhecimento de sua ilicitude.
A ilicitude agora identificada na conduta outrora determinada pelo mesmo magistrado refere-se inequivocamente à preservação do sigilo de fonte.

Tanto assim que o juiz Moro consignou expressamente: “Caso demonstrado que também Francisco José de Abreu Duarte exercia a profissão de jornalista, estenderei tal exclusão a ele”.

Não bastasse a ilicitude em razão da violação do sigilo de fonte jornalística, o magistrado titular da 13ª Vara Federal de Curitiba reconheceu a sua suspeição por razões já existentes à época da prolação de todas as suas decisões neste processo, conforme pleiteado pela minha Defesa.
Além disso, o Jornal Nacional deixou de informar que agi conforme a ética jornalística, inclusive tendo publicado neste blog que mantive contato com o Instituto Lula com o propósito de checar a autenticidade da informação obtida de minha fonte, verificando desse modo se a lista de mais de quarenta nomes que me fora informada guardava alguma relação com a realidade.



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