Julgamento da chapa Dilma/Temer recomeça com decisão sobre uso de delações

Relator do caso defende considerar depoimentos que não estavam no pedido inicial do PSDB e entra em choque com Gilmar Mendes Por Redação          Foto: José Cruz/Agência Brasil...

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Relator do caso defende considerar depoimentos que não estavam no pedido inicial do PSDB e entra em choque com Gilmar Mendes

Por Redação          Foto: José Cruz/Agência Brasil

Na retomada do julgamento que pode levar à cassação da chapa Dilma/Temer e derrubar o atual presidente, nesta manhã vêm sendo discutidas três questões preliminares. A principal delas é se podem ser utilizadas na ação os depoimentos colhidos na Lava Jato e que não estavam no pedido inicial feito pelo PSDB.

Há um visível choque entre o relator do processo, ministro Herman Benjamin, a favor da inclusão dos depoimentos, e do presidente do Supremo Tribunal Eleitoral, Gilmar Mendes, que aparenta ser contra.

Gilmar chegou a dizer a Benjamin que o relator estaria usando argumentos falaciosos e teria o desafio “de manter o processo aberto para trazer as delações da JBS e na próxima semana a delação de Palocci”. Benjamin replicou que “embora a legislação e a jurisprudência no Supremo poderiam me dar guarida a uma ampliação que eu não fiz e me recusei a fazer. Então seria um argumento falacioso se eu não tivesse me atido a esses parâmetros.” Nas discussões, o ministro Luiz Fux tem saído em defesa de Benjamin.

A apresentação do voto do relator sobre essas questões deve demorar até o final desta manhã e depois os outros devem se posicionar. Votam os sete membros titulares do TSE, que são Gilmar Ferreira Mendes (presidente), Luiz Fux (vice-presidente), Rosa Weber, Antonio Herman Benjamin (corregedor), Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga Neto e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto.



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