Moro bate boca com defesa de Lula porque tribunal mandou repetir audiência

Desembargador do TRF 4 reconheceu que advogados de Lula não tiveram acesso a provas em tempo hábil Por Redação        Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom (Agência Brasil)...

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Desembargador do TRF 4 reconheceu que advogados de Lula não tiveram acesso a provas em tempo hábil

Por Redação        Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom (Agência Brasil)

Após o desembargador João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), mandar o juiz Sérgio Moro refazer os depoimentos de Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar, o juiz Sérgio Moro acusou o advogado do ex-presidente de mentir no pedido de liminar enviado ao tribunal.

“Apesar da Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva não ter aberto a intimação eletrônica, consta, nos registros eletrônicos, que o advogado Cristiano Zanin Martins acessou o processo e ainda especificamente os depoimentos extrajudiciais de Alexandrino de Salles Ramos Alencar e de Emílio Alves Odebrecht ainda em 31/05/2017, por diversas vezes, e novamente, por diversas vezes, no dia 01/06/2017… Salvo melhor explicação, os fatos afirmados na impetração pelos advogados, de que a Defesa teria sido surpreendida em 05/06/2017, não são lamentavelmente verdadeiros”, conclui.

Em nota, Cristiano Zanin Martins respondeu que as informações prestadas pelo juiz Sérgio Moro não podem ser aceitas. Principalmente porque na audiência o próprio juiz admitiu não ter feito a notificação anterior das provas e que só após ato formal é que as partes são consideradas informadas.

“O juiz Sérgio Moro age como inimigo da verdade e contra as regras internacionais de jurisdição ao fazer insinuações descabidas… Não bastasse o requerimento de adiamento da audiência ter sido formulado com base em informações do próprio Juiz Sérgio Moro, o processo penal é organizado por atos formais… A ciência de um ato judicial, como de uma juntada de documentos, somente se dá a partir do ato formal de intimação das partes, que apenas ocorreu em 05.06.2017.”



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