Janot reforça pedido de prisão de Aécio: “Estratégias de obstrução da Justiça continuam em curso”

O procurador-geral da República enviou um novo pedido ao STF reiterando a necessidade da prisão preventiva do senador afastado pois as denúncias dão conta de que o tucano ainda estaria tentando obstruir a Justiça...

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O procurador-geral da República enviou um novo pedido ao STF reiterando a necessidade da prisão preventiva do senador afastado pois as denúncias dão conta de que o tucano ainda estaria tentando obstruir a Justiça e que a lavagem dos R$2 milhões de propina da JBS ainda esteja em curso 

Por Redação 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou nesta sexta-feira (9) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo ofício em que reitera o pedido de prisão do senador afastado Aécio Neves (PSDB). O ministro do Supremo, Luiz Edson Fachin, que determinou o afastamento do tucano de suas atividades parlamentares por conta das recentes denúncias, havia negado, no mês passado, o pedido de prisão expedido por Janot.

Agora, no novo pedido, além de reforçar que a irmã do tucano, Andrea Neves, e seu primo, Frederico Pacheco, permaneçam presos, Janot argumenta que a prisão preventiva de Aécio é necessária pois as denúncias contidas na delação de Joesley Batista, da JBS, indicam que estratégias para a obstrução da Justiça ainda estejam em curso. Aécio Neves, após a delação que revelou a gravação em que o tucano pede R$2 milhões em propina ao empresário, se tornou alvo de um novo inquérito no Supremo e é investigado por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça.

De acordo com Janot, em seu novo pedido, os R$2 milhões em propina podem ainda estar sendo lavados.

“Vislumbra-se grande probabilidade de que a lavagem de parte dos R$ 2 milhões recebidos da propina paga recentemente pela J&F com participação direta de todos os requeridos ainda esteja em curso”, afirmou o procurador-geral.

Antes, a PGR já havia apresentado recurso contra a negativa de Fachin de prender Aécio. O recurso caiu nas mãos do ministro Marco Aurélio, que disse que levará à questão para decisão dos demais ministros da Corte, porém não há uma data definida para isto acontecer.



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