Mãe de garoto tatuado na testa contesta MP e diz que se fosse filho de rico seria tortura

Como não é tortura? Eles amarraram meu filho, bateram no meu filho, questiona Vania Rocha. Procuradora do MP se ateve a questões formais para fazer denúncia mais branda contra rapazes que tatuaram a frase “eu...

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Como não é tortura? Eles amarraram meu filho, bateram no meu filho, questiona Vania Rocha. Procuradora do MP se ateve a questões formais para fazer denúncia mais branda contra rapazes que tatuaram a frase “eu sou ladrão e vacilão” na testa de adolescente 

 

Por Redação

 

A mãe do adolescentes que teve a frase “eu sou ladrão e vacilão” tatuada na testa, Vania Rocha, criticou ontem a decisão do Ministério Público, MP, de São Bernardo do Campo de não denunciar os responsáveis por tortura. “Estou chocada, é muito fácil dizer que não é tortura para filho de pobre. Se fosse filho de rico seria tortura”. Ela também questionou em entrevista ao G1: “Como não é tortura? Estou de boca aberta. Aquilo foi tortura, eles amarraram o meu filho, bateram no meu filho. Se os dois saírem na cadeia em pouco tempo nós vamos atrás de Justiça. Não vamos fazer Justiça com as próprias mãos, não é isso que queremos, mas vamos querer que a Justiça trabalhe direito”.

A revolta de Vania é porque a procuradora do MP Giovana Ortolano Guerreiro Garcia  decidiu, por questões formais, que não houve tortura no caso. Em entrevista à Folha de S.Paulo declarou que “tortura ” é um crime que só pode ser praticado por determinados agentes. Por exemplo: um diretor de escola mantém um aluno em cárcere privado e comete uma série de violações. Isso é tortura”, afirma. “O adolescente foi amarrado num cômodo sobre o comando deles, mas não estava sob o poder deles no que diz a lei. O entendimento, nesse caso, não pode ser amplo”, explicou. Os responsáveis pela tatuagem acabaram denunciados por lesão corporal gravíssima, constranger a vítima mediante violência e por ameaçá-lo.

Tudo por uma bicicleta

A mensagem “eu sou ladrão e vacilão” foi tatuada na testa do adolescente de 17 anos depois de ele ter mexido em uma bicicleta que, segundo seu dono, estava quebrada. Os agressores disseram que ele estava tentando roubar, o prenderam, fizeram a tatuagem, gravaram em vídeo e divulgaram nas redes sociais.



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