Repórter que denunciou MBL em Porto Alegre sofre ataques nas redes e vai à Justiça

A repórter Vitória Farmer, da Rádio Guaíba, denunciou a presença de funcionários da prefeitura quando da prisão de pessoas ligadas ao MBL que foram “cobrir” manifestação de funcionários e causaram tumulto. Começou a ser...

785 0

A repórter Vitória Farmer, da Rádio Guaíba, denunciou a presença de funcionários da prefeitura quando da prisão de pessoas ligadas ao MBL que foram “cobrir” manifestação de funcionários e causaram tumulto. Começou a ser atacada por haters e resolveu denunciar à Justiça

 

Por Redação     Foto: Reprodução Youtube

 

Vitória Famer, repórter da Rádio Guaíba, acompanhou a confusão que ocorreu com um dos seguranças de MamãeFalei, ligado ao MBL, que foi preso depois de tumulto numa manifestação de funcionários contra a prefeitura de Porto Alegre. Flagrou carro com assessores da prefeitura indo à delegacia em que as pessoas do MBL estavam e questionou em seu twitter:

“Por que gente da prefeitura veio?”

Irritado, o deputado Van Hattem respondeu com rispidez, acusando Vitória de ser uma ‘militante de extrema esquerda’, ‘tendenciosa’. Depois,a jornalista começou a ser atacada pela Internet e resolveu procurar a Justiça. Veja sua postagem no Facebook:

 

Ao receber a informação de que Arthur do Val, integrante do MBL e youtuber do canal MamãeFalei, havia sido encaminhado para a 17ª Delegacia de Polícia após confrontos com sindicalistas que protestavam em frente à prefeitura de Porto Alegre, fiz o meu trabalho como sempre faço: fui apurar todos os lados da história para levar aos ouvintes da Rádio Guaíba a melhor informação possível. E para fazer isso, só me deslocando para a delegacia para ouvir os detidos.

Apurei que havia dois seguranças profissionais (o Rafael Silva Oliveira, mais conhecido como Rafinha BK, e o Marcio Gonçalves Strzalkowski, agressor confesso do professor Geovani Ramos Machado), além de assessores de um deputado estadual, dando apoio ao Arthur do Val.

Por simplesmente exercer a profissão que amo me tornei alvo de covardes ataques virtuais. Tentaram me intimidar com edições manipuladas, mas que teve um efeito revés: provocaram uma corrente de solidariedade e carinho que me emocionaram. Reafirmaram a certeza das escolhas que fiz ao me tornar jornalista, que, como diria George Orwell, é publicar aquilo que alguém não quer que se publique.

É isso que seguirei fazendo com dedicação e respeito a todos.

Um abraço.
Vitória.

P.S.: Àqueles que viram o vídeo calunioso e difamatório – do qual já contatei advogados para apurar quais medidas serão tomadas – transcrevo o trecho da entrevista que o MBL NÃO colocou nos seus vídeos, cujo conteúdo integral disponibilizo abaixo. A minha matéria, curiosamente, também não foi parar no vídeo.

Trecho da entrevista:
VITÓRIA FAMER: Os sindicalistas afirmaram também que vocês seriam integrantes do MBL. Vocês são integrantes do MBL?
MARCIO GONÇALVES STRZALKOWSKI: Eu e o Rafinha não somos integrantes do MBL. Hoje, justamente por darmos apoio ao Arthur (do Val), o pessoal veio aqui para dar um apoio para a gente.
VITÓRIA: Pessoal quem?
MARCIO: Pessoal aqui do MBL.
VITÓRIA: Do deputado Van Hattem?
MARCIO: Isso, do Marcel Van Hattem.

 



No artigo

x