Amigo leal: Apoiador do impeachment de Dilma, Skaf diz que “não cabe à Fiesp” falar sobre renúncia de Temer

Alvo de inquérito na operação Lava Jato e presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf gastou milhões em patos infláveis e propagandas para apoiar o impeachment de Dilma Rousseff....

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Alvo de inquérito na operação Lava Jato e presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf gastou milhões em patos infláveis e propagandas para apoiar o impeachment de Dilma Rousseff. Agora, em meio a uma das maiores crises da história do país, diz que a Fiesp não fala de política 

Por Redação 

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) foi uma das principais apoiadoras e financiadoras do impeachment da presidenta Dilma Rousseff em 2016. Foi a entidade que lançou a campanha “Não vou pagar o pato” e que gastou milhões em patos infláveis, propagandas pró-impeachment nos principais jornais do país e financiou manifestações.

Agora, em meio a uma das maiores crises políticas da história do país, com o presidente e toda a cúpula do governo envolvidos em denúncias de corrupção e com a economia afundando, o presidente da entidade, Paulo Skaf – que também é investigado na Lava Jato – diz que a Fiesp não fala de política.

Em entrevista ao Estadão, ao ser perguntado se defende a renúncia ou a permanência de Michel Temer no governo, Skaf respondeu: “Não cabe à Fiesp falar sobre renúncia de Presidente da República, mas defender a retomada do crescimento do País e soluções para os 15 milhões de pessoas que estão sem emprego. Cabe à Fiesp defender reformas estruturais para recuperar a competitividade”.

O repórter insistiu, questionando-o sobre seu apoio ao impeachment de Dilma Rousseff, mas justificou com o argumento vago de que “naquela situação era diferente”.

Confira a entrevista aqui.

 

 



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