Folha vai pedir desculpas por laudo em que tentava inocentar Temer?

Quando saíram as denúncias contra Temer, jornal contratou “perito” que afirmava que áudio de Joesley tinha sofrido mais de 50 edições. Agora, com a confirmação da PF de que não houve manipulação, vai pedir...

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Quando saíram as denúncias contra Temer, jornal contratou “perito” que afirmava que áudio de Joesley tinha sofrido mais de 50 edições. Agora, com a confirmação da PF de que não houve manipulação, vai pedir desculpas ou se explicar para leitores?

 

Por Redação     Imagem: Reprodução Internet

 

Após ao vazamento do áudio entre o presidente Temer e o empresário Joesley Batista, e principalmente depois da divulgação no Jornal Nacional, alguns jornais e revistas tentaram desacreditar a gravação feita pelo empresário da JBS. A Folha de S.Paulo chegou a contratar o “perito” Ricardo Caires dos Santos e deu a seguinte manchete:

Áudio de Joesley entregue à Procuradoria tem cortes, diz perícia

E no começo do texto afirmava: “Uma perícia contratada pela Folha concluiu que a gravação da conversa entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer sofreu mais de 50 edições.” E continuava: “o áudio divulgado pela Procuradoria-Geral da República tem indícios claros de manipulação, mas “não dá para falar com que propósito”. E que isso levaria a sua invalidação como prova jurídica.

Confrontado pelo O Globo, que deu versão diferente da análise do perito, a Folha fez uma segunda matéria, com o título:

Perito nega ter dado nova versão sobre edição de áudios

No texto: “Ricardo Caires dos Santos, perito que afirmou à Folha que a gravação da conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista apresentava mais de 50 pontos de edição, negou ter oferecido outra conclusão para o caso, como noticiado pelo jornal carioca “O Globo”.

E continuou:

Por e-mail e por telefone o perito declarou que não mudou sua versão, apenas procurou acrescentar detalhes à análise e foi mal compreendido pela repórter do jornal. “Todos os pontos marcados em meu laudo são edições.” E negou que tenha dito não ser possível localizar os pontos de edição. “Não é verdade.”

Agora, depois de a perícia oficial da Polícia Federal constatar que não houve manipulação na gravação, o jornal teve de dar a notícia:

Áudio de Joesley e Temer não foi editado, conclui perícia da PF

Mas faltou explicar a diferença entre o laudo oficial e o que foi contratado pelo jornal em meados de maio. O jornal vai explicar ou pedir desculpas a seus leitores por ter se enganado? Ou vai esquecer e continuar fazendo de conta que o tal laudo não existiu?

A gravação faz parte da denúncia apresentada ao Supremo Tribunal Federal, STF, ontem pelo procurado Geral da República contra o presidente Temer. Confira na íntegra aqui.



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