Jovem é assediada e leva soco no rosto no Metrô de São Paulo

A moça, que não quis se identificar, disse que já sofreu outros casos de assédio e que eles são muito recorrentes no Metrô, mas ela nunca havia sofrido uma agressão dessas proporções.

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A moça, que não quis se identificar, disse que já sofreu outros casos de assédio e que eles são muito recorrentes no Metrô, mas ela nunca havia sofrido uma agressão dessas proporções.

Da Redação*

Uma jovem de 31 anos seguia na Linha 3-Vermelha, no Metrô de São Paulo, no sentido Palmeiras-Barra Funda, quando um homem entrou na estação Brás e tentou apoiar-se nos seios dela enquanto segurava nas barras de ferro do trem e a moça afastou o braço do rapaz de perto de si.

Quando o trem chegou à estação da Sé, ela diz ter sido empurrada pelo homem e devolvido o tranco na tentativa de descer. Ela relata que, em resposta, ele teria dado soco em seu rosto que chegou até a fraturar o nariz. Na confusão, o agressor teria sido segurado pelos passageiros do trem até a chegada de funcionários do Metrô.

A vítima foi acompanhada por uma funcionária até a Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), na estação Palmeiras-Barra Funda, responsável por registrar e investigar os casos ocorridos nas linhas do Metrô e da CPTM. A moça registrou um boletim de ocorrência no local e, em seguida, foi submetida a um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Segundo ela, o agressor foi encaminhado para a Delpom por um outro funcionário do Metrô.

A moça, que não quis se identificar, disse que já sofreu outros casos de assédio e que eles são muito recorrentes no Metrô, mas ela nunca havia sofrido uma agressão dessas proporções. “Eu nunca tinha sido agredida assim de tomar um soco no olho, sabe?”, pontua. Para ela, a ação do Metrô de encaminhar vítima e agressor para a delegacia foi rápida.

No entanto, a vítima diz sido deixada sozinha enquanto o agressor permanecia acompanhado pelo funcionário do Metrô que o encaminhou até lá. “Ela (funcionária que a acompanhou) me deixou um tempão lá sozinha enquanto o agressor falava um monte de absurdos na minha frente, falou para a filha dele que ‘deu na minha cara mesmo’ e que acha que não tinha cometido nenhum erro”, reclama. Ela ainda relata ter sido advertida por seguranças do Metrô para que não fizesse confusão dentro da delegacia. “Eu senti que o tratamento para o agressor foi melhor do que para a vítima”, disse.

*Com informações do G1

 



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