Sai Loures, Geddel vai preso. A dança de quadrilha em volta de Temer não para

Ministros e assessores do atual presidente estão sob pressão intensa. Rocha Loures, o homem da mala, saiu da prisão, mas é um risco em potencial. Geddel é uma bomba prestes a explodir, não tem a...

208 0

Ministros e assessores do atual presidente estão sob pressão intensa. Rocha Loures, o homem da mala, saiu da prisão, mas é um risco em potencial. Geddel é uma bomba prestes a explodir, não tem a frieza de Cunha e era intermediário de contatos com empresários

 

Por Redação    Foto: Beto Barata/PR

 

O governo Temer perdeu a capacidade de governar. Principalmente depois das denúncias da JBS, move-se para manter-se na presidência e continuar com foro privilegiado na Justiça. Apesar de ter ainda relativa maioria no Congresso, a fervura vem aumentando. Se houve algum alívio com a soltura do ex-assessor e ex-deputado Rocha Loures, o homem da mala, a prisão de Geddel Vieira Lima aumentou novamente a pressão.

Geddel já mostrou que não tem a frieza de Eduardo Cunha. Após a ameaça de delação premiada de Lúcio Funaro, passou mensagens seguidas para a esposa do doleiro, mostrando verdadeiro pânico. Segundo o próprio Cunha, se Funaro realmente delatasse, Geddel e o ministro Moreira Franco iriam para a cadeia. Geddel acabou indo antes da delação, em prisão provisória, justamente por ter pressionado a mulher de Funaro. Agora, na cadeia, é necessário ver se resistirá sem contar o que sabe.

E a gravação da JBS mostrava que Geddel era o contato de Michel Temer com vários empresários. Joesley diz que sempre falava com ele sobre seus interesses no governo e, depois que o ex-ministro baiano começou a ser investigado, perdera a interlocução. Daí Rocha Loures ter sido indicado para fazer os contatos, depois acabou sendo filmado com a mala de dinheiro.

Contas no Congresso — Segundo o jornal Folha de S.Paulo, contas dos articuladores de Temer mostram que o governo ainda não tem os votos necessários para derrotar na Comissão de Constituição e Justiça, CCJ, a denúncia da PGR contra o presidente. A informação é estão assegurados 30 votos entre os 66 integrantes da comissão. Há 21 indecisos. Temer precisa de 34 votos para garantir que a CCJ recomende o arquivamento da denúncia. Mesmo que consiga esses votos, haverá votação no plenário da Câmara. Qualquer delação de Geddel ou de Loures poderá ser fatal.

 



No artigo

x