Segue o “grande acordo nacional” e deputado do PMDB será relator de denúncia contra Temer

Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), do mesmo partido que Temer, foi o escolhido pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados para ser o relator do processo que avaliará a denúncia da PGR contra...

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Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), do mesmo partido que Temer, foi o escolhido pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados para ser o relator do processo que avaliará a denúncia da PGR contra o presidente; denúncia só segue para o STF se for aprovada pelos deputados 

Por Redação, com Agência Brasil 

O deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) foi escolhido nesta terça-feira (4) pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados como relator do processo de denúncia do presidente Michel Temer por crime de corrupção passiva. A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e encaminhada ao Supremo Tribunal Federal. O STF, no entanto, remeteu o processo para apreciação da Câmara e denúncia só seguirá para o Supremo após a aprovação dos deputados.

A partir da sessão de hoje, Temer tem agora 9 sessões para apresentar sua defesa. Caso a Câmara aprove a denúncia, o peemedebista se torna réu no STF e pode ser afastado do cargo por 180 dias para que seja feito o julgamento. Nesta situação, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumiria interinamente a presidência do país.

A defesa do peemedebista, por sua vez, informou que apresentará a defesa já nesta quarta-feira (5).

A acusação contra Temer está baseada nas investigações iniciadas com o acordo de delação premiada da JBS. O áudio de uma conversa gravada pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da empresa, com o presidente, em março, no Palácio do Jaburu, é uma das provas usadas no processo.

O ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) também foi denunciado pelo procurador pelo mesmo crime. Loures foi preso no dia 3 de junho por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin. Em abril, Loures foi flagrado recebendo uma mala contendo R$ 500 mil, que teria sido enviada pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS.

Para o procurador, Temer usou Rocha Loures para receber vantagens indevidas.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil 

 



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