Relator de processo de Temer é homem da Globo e do tapetão

Deputado escolhido para relatar denúncia contra Temer salvou o Botafogo (seu time do coração) do rebaixamento, seu escritório de advocacia atendia a Roberto Marinho e foi secretário de Sérgio Cabral, governador do Rio que está...

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Deputado escolhido para relatar denúncia contra Temer salvou o Botafogo (seu time do coração) do rebaixamento, seu escritório de advocacia atendia a Roberto Marinho e foi secretário de Sérgio Cabral, governador do Rio que está na cadeia

 

Por Redação    Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

 

 

O deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), escolhido para relatar a denúncia contra Michel Temer na Câmara dos Deputados, tem um passado controverso. As ligações com a Rede Globo são antigas. Seu pai, Waldemar Zveiter, foi advogado e amigo pessoal de Roberto Marinho, fundador da Rede Globo. Em 1989, ele defendeu Marinho no divórcio litigioso com sua primeira esposa, Ruth Albuquerque. Defendeu também a Rede Globo em processo contra a TV Aratu. A empresa perdeu o direito de transmitir o sinal da Globo na Bahia para a TV Bahia, dos familiares de Antônio Carlos Magalhães, então ministro das Comunicações. Sergio e o irmão Luiz herdaram o escritório do pai.

Sergio também esteve envolvido em polêmica quando era presidente do STJD, tribunal da  Confederação Brasileira de Futebol, CBF. Em 1999, decidiu punir o São Paulo, que havia ganhado do Botafogo de 6 a 1, por conta da documentação irregular do jogador Sandro Hiroshi. Sandro jogava com uma certidão de nascimento falsa, constatado o fato, a CBF determinou que apresentasse o documento correto e lhe deu condições de jogo. Mas Sergio Zveiter teve outra interpretação, deu os pontos do jogo contra o São Paulo para o Botafogo e salvou seu time do rebaixamento.

Após essa decisão, o Gama, time do Distrito Federal que acabou caindo para a segunda divisão, entrou na Justiça Comum e a CBF não pode organizar o campeonato Brasileiro de 2000. Em seu lugar foi criada a Copa João Havelange, que durou apenas uma edição. Outras decisões foram tomadas pelo “tapetão” da CBF nos períodos que Sergio e Luiz Zveiter presidiram o tribunal. Por exemplo, o cancelamento de cartão dado ao jogador Edmundo, após agressão, para que disputasse uma final de campeonato pelo Vasco da Gama.

O irmão de Sergio, Luiz Zveiter, também foi responsável por uma das decisões mais estranhas do futebol brasileiro. Após a descoberta do escândalo de arbitragem conhecido da máfia do apito, decidiu, sozinho, anular os onze jogos do Campeonato Brasileiro apitados por Edilson Pereira de Carvalho. Com isso, o Corinthians conquistou um título que estava praticamente ganho pelo Internacional.

Sergio Zveiter também foi secretário estadual no segundo mandato de Sérgio Cabral, governador que se encontra preso por denúncias de corrupção. E secretário municipal do Rio de Janeiro no segundo mandato de Eduardo Paes.



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