Protestos marcam o dia em que governo tenta matar a CLT no Congresso

Votação deve ocorrer na tarde desta terça-feira no Senado. Se proposta de Temer passar, leis trabalhistas sofrerão o maior retrocesso desde a criação da Consolidação das Leis do Trabalho, CLT, por Getúlio Vargas, no...

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Votação deve ocorrer na tarde desta terça-feira no Senado. Se proposta de Temer passar, leis trabalhistas sofrerão o maior retrocesso desde a criação da Consolidação das Leis do Trabalho, CLT, por Getúlio Vargas, no século passado

 

Por Redação    Foto: Comunicação/Diretas Já

 

A manhã desta terça-feira começou com atos contra a reforma trabalhista em vários pontos do país. Na Via Anchieta, em São Bernardo do Campo, trabalhadores das montadoras Volkswagen, Ford, Scania e Mercedes-Benz começaram ato partir das 6h30, com interrupção da via. No Rio Grande do Sul e no Paraná também ocorrem manifestações nesta manhã. Segundo a Central Única dos Trabalhadores, CUT, novos atos acontecerão durante todo o dia no Rio de Janeiro, na Bahia, em São Paulo, Minas Gerais, Sergipe e Brasília.

Ontem à noite, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Frente Povo Sem Medo fizeram manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, contra a reforma e pela saída do presidente da República, Michel Temer, e a realização de eleições diretas para a presidência. A passeata partiu do vão-livre do Masp e, quando passava em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), foram queimados bonecos – feitos de pneus – com fotos do rosto do presidente da República e vestidos com a faixa presidencial.

Votação — A votação da proposta de reforma que retira direitos dos trabalhadores e atinge de morte a Consolidação das Leis do Trabalho, CLT, que vem desde o governo Vargas, no século passado, está prevista para esta tarde no Congresso. Para o governo, basta ter maioria simples dos votos dos 81 senadores. É prevista uma votação apertada, mas o governo jogará com todas as armas que tem para entregar ao “mercado” as reformas prometidas e tentar se manter no poder, apesar da pior avaliação da história. Se passar o texto principal, os senadores vão analisar as emendas apresentadas em plenário. Se for derrotada, a proposta é arquivada.

No projeto, entre os principais ataques da reforma aos direitos trabalhistas estão a possibilidade de que as negociações entre trabalhadores e empresas se sobreponham à legislação trabalhista, em direitos como parcelamento de férias, jornada de trabalho, redução de salário e banco de horas. Além da negociação sobre jornada de trabalho, que poderá chegar ao limite de até 12 horas por dia e 48 horas por semana. Já as férias poderão ser divididas em até três períodos.

 



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