“Se pudesse diria ‘deixe que ele participe das eleições’”, diz líder tucano sobre Lula

O líder tucano na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), disse ainda que “Fernando Henrique ganhou duas vezes do Lula em eleições. Não temos o menor problema com adversários. O Lula estava achando que estávamos com medo de eleições diretas, ficou claro que não temos medo”.

134 0

O líder tucano na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), disse ainda que “Fernando Henrique ganhou duas vezes do Lula em eleições. Não temos o menor problema com adversários. O Lula estava achando que estávamos com medo de eleições diretas, ficou claro que não temos medo”.

Da Redação*

O líder tucano na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), declarou, em entrevista ao Correio Braziliense, nesta segunda-feira (17), que, se pudesse escolher, o parlamentar pediria que deixassem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concorrer nas eleições. “Não trabalhamos com essa hipótese de que o Lula não participe das eleições. Acho que ele deveria participar. Eu, se pudesse, diria ‘deixe que ele participe’. É um direito que assiste a ele”, disse.

Tripoli disse ainda: “É muita bravata, muito discurso e pouco conteúdo. E o Lula faz isso com muita competência. Ele coloca essa de ‘cuidado comigo, tô chegando, sou candidato’. Essa política não existe mais faz muito tempo. O Fernando Henrique ganhou duas vezes do Lula em eleições. Não temos o menor problema com adversários”, garante. “O Lula estava achando que estávamos com medo de eleições diretas, ficou claro que não temos medo. Se tivesse, nenhum problema”.

Segundo ele, o partido elegerá uma nova executiva nacional no fim de agosto e o nome do candidato à Presidência da República deve sair no fim do ano ou, no máximo, no começo do ano que vem. E, a despeito da opinião do prefeito de São Paulo, João Doria, sobre decidir baseado em pesquisa, Tripoli afirma que a escolha será do partido.

Tripolí é também um dos principais defensores do desembarque do PSDB do governo. Para ele, diante dos fatos que envolvem a denúncia contra o presidente Michel Temer, e na expectativa de outras acusações que possam surgir, o sentimento toma conta da maioria da bancada. “Entregar os ministérios seria muito bom. Não estamos dizendo que vamos para o campo da oposição. Se estamos marchando, significa que vamos dar continuidade à agenda que é importante para o Congresso e que o governo, sendo esse ou outro, esperamos que se mantenha”.

Para o deputado paulista, é importante que a Câmara resolva, assim que voltar do recesso, a votação sobre a admissibilidade de denúncia contra Temer. E afirma que votará contra o arquivamento. “Se houver uma denúncia contra o presidente, temos de ir até as últimas consequências para não pairar dúvidas a respeito dessa aferição”. Questionado se a sigla apoiará uma gestão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Tripoli diz que o ideal é não participar. “Vamos apresentar uma proposta de governabilidade, em que o compromisso é com o país, com o Estado brasileiro”, defende.

*Com informações do Correio Braziliense

Foto: Wilson Dias/EBC



No artigo