Temer e Maia fazem disputa por deputados dissidentes do PSB

Em busca de maior influência no Congresso, presidentes da República e da Câmara disputam deputados descontentes do partido socialista. Embora Maia não admita, jogo faz parte da disputa pela cadeira de presidente da República  ...

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Em busca de maior influência no Congresso, presidentes da República e da Câmara disputam deputados descontentes do partido socialista. Embora Maia não admita, jogo faz parte da disputa pela cadeira de presidente da República

 

Por Redação*  Rodrigo Maia. Foto: Alan Santos/PR

 

Segundo nota da Folha de S.Paulo, os presidentes Michel Temer e o Rodrigo Maia estão disputando os deputados do Partido Socialista Brasileiro, PSB, descontentes com a direção da sigla. Com ligações com o meio empresarial, esses deputados estariam se rebelando com a decisão do partido de votar contra as reformas trabalhista e previdenciária e pela aceitação da denúncia contra Temer.

Com esse descontentamento, Maia estaria tentando aumentar o número de deputados do DEM para se tornar a segunda maior bancada da Câmara, ultrapassando o PSDB. Já Temer tenta engrossar o PMDB para resistir no Congresso às denúncias que vem sofrendo. Segundo a Folha, Temer foi nesta manhã à casa da líder do PSB na Câmara, Tereza Cristina (MS), para sondar os movimentos de Maia e para convidar a ala rebelde do partido a ingressar no PMDB.

“Estamos sendo assediados por alguns partidos. Ele [Temer] falou com a gente sobre a possibilidade do PMDB. [Perguntou] se já tínhamos pensando nisso”… “O presidente reforçou as conversas que já vinham acontecendo. Disse que ficaria muito feliz se pudéssemos ir também [para o PMDB]”, afirmou a líder, segundo quem Temer também agradeceu a atuação dos rebeldes em votações como as da reforma trabalhista e da denúncia contra ele na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), na semana passada.

Disputa pelos votos — A relação entre Temer e Maia no momento é de aliados que desconfiam um do outro. Maia tem o apoio da Rede Globo para tomar o lugar do atual presidente da República, por isso seus movimentos são vigiados. Embora publicamente não assuma a possibilidade de vir a suceder Temer, foi indicado, na CCJ, um deputado ligado a ele para ser relator da denúncia contra Temer e que fez um relatório recomendando o prosseguimento da denúncia. A marcação da sessão no plenário para votar a denúncia depois do recesso parlamentar também favorece Maia, já que novos fatos podem surgir e tornar a situação do presidente insustentável.

 



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