‘Não há reparação possível’, diz Haddad sobre acusação na eleição desmentida agora

Campanha do ex-prefeito foi acusada à época da eleição de 2016 de ter recebido recursos de caixa dois para pagar gráfica. Dono da empresa diz em depoimento agora que recursos repassados por construtora nada...

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Campanha do ex-prefeito foi acusada à época da eleição de 2016 de ter recebido recursos de caixa dois para pagar gráfica. Dono da empresa diz em depoimento agora que recursos repassados por construtora nada tinham a ver com o ex-prefeito de São Paulo  

 

Por Redação  Foto Lula Marques/ AGPT

 

Às vésperas da eleição 2016, o ex-prefeito Fernando Haddad foi acusado de receber recursos da empreiteira UTC para pagamento de uma gráfica na eleição anterior. Publicada com destaque em período próximo ao primeiro turno, as matérias impactaram no resultado final, que teve Doria como primeiro colocado. Agora, meses depois, o dono da gráfica deu depoimento e disse que os recursos da UTC nada tinham a ver com a campanha de Haddad.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, na última segunda-feira, o ex-prefeito declarou que “não há reparação possível para isso. A eleição [2016] passou”, ao responder pergunta sobre denúncias em campanha baseadas em delações. Leia as repostas para a Folha.

Folha– O dono da UTC disse que pagou despesas de sua campanha, em 2012, via caixa dois.
O exemplo vem a calhar. Ricardo Pessoa diz que pagou, depois da minha eleição, R$ 2,6 milhões para uma gráfica. A única coisa que eu sabia é que havia frustrado expectativas da UTC no começo do meu governo, suspendendo sua principal obra na cidade. O que disse o dono da tal gráfica, que finalmente prestou depoimento, em junho deste ano? Que recebeu os recursos, mas não por serviços prestados à minha campanha. Não há reparação possível para isso. A eleição [2016] passou.

A acusação lhe tirou votos?
O fato é que tive que responder sobre isso. A Folha publicou na antevéspera do primeiro turno longa matéria sobre o assunto. Como é que eu estimo o prejuízo? Agora está tudo em pratos limpos, acabou o assunto, só que estamos em julho de 2017. Faz o quê?

 

Segundo informações do jornal GGN, em seu depoimento o ex-deputado estadual Francisco Carlos de Souza (PT) afirmou que os recursos recebidos por sua gráfica por meio de caixa 2 ajudou a pagar a campanha de candidatos a vereador e prefeito em cidades pequenas, mas que nada tinha a ver com a campanha de Haddad.

​Em nota, o ex-prefeito voltou a dizer que “nunca fez nenhum sentido, e não era crível, que uma empreiteira assumidamente corrupta, que teve todos os seus interesses contrariados, tivesse agido da forma alardeada em sua delação”.

 



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