A história está sendo implacável com os golpistas, diz Dilma

Em  aula inaugural em universidade na Paraíba, ex-presidente aponta que motivos do golpe estão cada vez mais claros, entre eles a necessidade de estancar investigações na Lava Jato e botar o Brasil de novo no...

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Em  aula inaugural em universidade na Paraíba, ex-presidente aponta que motivos do golpe estão cada vez mais claros, entre eles a necessidade de estancar investigações na Lava Jato e botar o Brasil de novo no rumo das políticas neoliberais de Collor e FHC. Assista vídeo

 

Por Redação Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A ex-presidente Dilma Rousseff deu aula inaugural em universidade na Paraíba no último sábado e afirmou que, um ano depois, a história já está sendo implacável com os golpistas, como Michel Temer e Aécio Neves, que disseminaram o ódio e estão sendo vítimas dele e que o golpe está comprovado. “Aquela discussão que enfrentamos durante todo o ano em 2016 e metade de 2017, se houve ou não um golpe parlamentar, saiu do terreno da especulação e está no terreno dos fatos. É inquestionável hoje que foi dado um golpe”, concluiu.

Dilma falou também que tentam vender as escolhas que são feitas na administração como sendo algo tecnicista, para que não haja participação popular na definição de prioridades. E que um dos motivos do ódio contra ela e às gestões do PT é a lógica do privilégio, de parte da população que não quer que pobres estejam nos aeroportos ou nos cursos mais nobres das universidades. Citando frase de uma estudante formada pelo Prouni em medicina disse que “a casa grande surta quando a senzala vira médica”.

Sobre as razões para o golpe parlamentar do ano passado, elencou que entre elas estão a necessidade de tirá-la da presidência para estancar a sangria e garantir que investigações só atingissem Lula, Dilma e o PT e livrar os golpistas, além de reenquadrar o Brasil, econômica e geopoliticamente, ao neoliberalismo, como era nos governos de Fernando Collor de Melo e Fernando Henrique Cardoso.

Assista a fala de Dilma no vídeo abaixo a partir do minuto 16



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