Dallagnol x Reinaldo Azevedo, a guerra na direita ganha novo round

Acusado por Reinaldo Azevedo de ter entrado no Ministério Público sem cumprir a lei, o chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, agora diz que as insinuações “só podem ser compreendidas como mais uma tentativa leviana do...

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Acusado por Reinaldo Azevedo de ter entrado no Ministério Público sem cumprir a lei, o chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, agora diz que as insinuações “só podem ser compreendidas como mais uma tentativa leviana do jornalista Reinaldo Azevedo de atingir a credibilidade das investigações por meio do ataque à reputação de um dos procuradores”

 

Por Redação    Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

 

Depois de Reinaldo Azevedo ter acusado o chefe da Lava Jato no Ministério Público, Deltan Dallagnol, de ter entrado no MP sem o mínimo de dois após a formatura, como exigia a lei, o procurado soltou nota em seu Facebook dizendo:

“As insinuações surreais, maldosas, irresponsáveis e sem qualquer base na realidade só podem ser compreendidas como mais uma tentativa leviana do jornalista Reinaldo Azevedo de atingir a credibilidade das investigações por meio do ataque à reputação de um dos procuradores que atuam na Lava Jato, como já fez em outras oportunidades. Com o devido respeito que se deve a toda pessoa, esse tipo de atitude, em vez de minar a credibilidade da Lava Jato, mina sim a credibilidade e a qualidade do jornalismo por ele desenvolvido”, disse Deltan.

Apesar de falar da credibilidade do colunista, que não é das melhores, Dallagnol reagiu atacando porque não tem como negar a informação verdadeira de que, segundo Reinaldo, “…seu pai, ex-procurador de Justiça do Paraná, atuando como seu advogado, obteve da Justiça Federal do Estado uma milagrosa liminar para que o jovem filhote, de 21 aninhos, pudesse prestar o concurso no mesmo ano em que colou grau: 2002. A Lei Complementar 75/93 exigia ao menos dois anos de formação. Depois, houve uma mudança com a Emenda Constitucional 45/2004: agora são três.”

Dallagnol, em nota oficial, confirma que entrou no MP por conta de ação na Justiça Federal do Paraná porque o tribunal teria dado liminar e entendido, como em outros casos,”que a exigência de dois anos de formado era inconstitucional, legitimando seu ingresso na carreira de procurador da República.” Depois, o recurso da União acabou nem sendo analisado em tribunal superior porque ele já tinha cumprido o prazo de os dois anos e o caso estava prejudicado.

Nessa situação, há mais duas coisas que chamam a atenção, um procurador que aproveita brechas para passar por cima da legislação em benefício próprio e um jornalista que estava (e ainda está) em grandes veículos de comunicação criticando seus patrões: “A grande imprensa se calou a respeito da informação… Afinal, trata-se de Dallagnol, o coordenador da Força Tarefa. O jornalista que se atrever a entrar nessa história nunca mais será premiado com um “vazamento privilegiado”. Não que seja o rapaz a fazê-lo, claro! Mas vocês sabem como é a solidariedade corporativista…”

 



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