Gestão Doria cobra propina para burlar ‘Cidade Limpa’ e divulgar propaganda ilegal

Repórter se disfarçou de um interessado em realizar uma divulgação irregular e afirmou que foi levado a negociar com o “número dois da prefeitura regional da Lapa, o chefe de gabinete Leandro Benko, que...

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Repórter se disfarçou de um interessado em realizar uma divulgação irregular e afirmou que foi levado a negociar com o “número dois da prefeitura regional da Lapa, o chefe de gabinete Leandro Benko, que recebe um salário de quase R$ 18 mil por mês”

Por Jornal GGN

A rádio CBN revelou um esquema de pagamento de propina a funcionários da gestão João Doria (PSDB), na Prefeitura de São Paulo, com o intuito de burlar as regras da Lei Cidade Limpa. Um jornalista da emissora afirma que o irmão de um secretário de Geraldo Alckmin, que trabalha na fiscalização do Paço, cobrou R$ 7 mil por apenas um fim de semana de divulgação irregular de publicidade.

O repórter Pedro Duran se disfarçou como um interessado em realizar uma divulgação irregular e afirmou que foi levado a negociar com o “número dois da prefeitura regional da Lapa, o chefe de gabinete Leandro Benko, que recebe um salário de quase R$ 18 mil por mês”.

Leandro é irmão do secretário de Turismo do governo de São Paulo, Laércio Benko (PHS), ex-candidato a governador de São Paulo. A indicação de seu irmão à subprefeitura da Lapa passou por “uma negociação entre o PSDB e o PHS que resultou no apoio à candidatura de Doria.”

O jornalista gravou uma conversa em que Leandro sugere que o prefeito regional teria conhecimento do esquema. “(…) eu não posso fazer isso sozinho, aí tem o pessoal da fiscalização. São várias… Vamos dizer assim: são vários ‘pratos de comida’ que a gente tem que dividir, entendeu?”, disse.

A reportagem também cita sete empresas envolvidas no esquema e afirma que a máfia organizada atua em vários locais de São Paulo há muitos anos. Há relatos de que só a região da Sé rende cerca de R$ 400 mil em propina por final de semana.

A reportagem ainda cita como exemplo que empresas costumam pagar entre R$ 60 e R$ 100 por final de semana para usar setas que sinalizam o plantão de vendas de automóveis ou para fazer planfetagem nos semáforos sem nenhuma fiscalização. Pelo uso de faixas, a cobrança gira em torno de R$ 200. A aplicação de multa nesses casos começaria em R$ 10 mil.

Atualização da Fórum 

Após a revelação do esquema, o prefeito João Doria divulgou um vídeo em suas redes sociais em que afirma que os servidores envolvidos no esquema serão afastados.

“Determinei o imediato afastamento de todos os fiscais e supervisores públicos denunciados por propina em Prefeituras Regionais da capital. Não haverá tolerância de nenhuma espécie com atos de corrupção, em qualquer nível”, afirmou.



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