Para Pepê e Neném, gays e lésbicas não devem demonstrar afeto nas ruas

Lésbicas, as cantoras gravaram um vídeo quase non sense de apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro em que defendem as ideias homofóbicas do parlamentar de que gays devam namorar “apenas entre quatro paredes” e...

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Lésbicas, as cantoras gravaram um vídeo quase non sense de apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro em que defendem as ideias homofóbicas do parlamentar de que gays devam namorar “apenas entre quatro paredes” e ainda dizem que, diferentemente dos casais heterossexuais, para os gays, “certas coisas não é bom fazer”. Bolsonaro é aquele que já chegou a dizer que ter filho gay é “falta de porrada”

Por Redação 

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) conseguiu um casal homossexual para disseminar suas ideias homofóbicas e conservadoras. A dupla Pepê e Neném – duas cantoras assumidamente lésbicas que fizeram sucesso nos anos 90 – gravou um vídeo de apoio ao parlamentar em que defendem o fato de que gays e lésbicas devem demonstrar afeto apenas “entre quatro paredes”.

“Não é por que somos lésbicas, gays, que vamos aceitar tudo. O que é certo é certo, errado é errado”, diz Pepê no início do vídeo, divulgado pelo Facebook de Bolsonaro na noite deste domingo (30).

De acordo com Neném, “cada um faz o que quer, mas entre quatro paredes”. Para ela, “ninguém é obrigado a ver nada de ninguém, no meio da rua, do cinema”.

“Tem gente que passa do limite”, pontuou.

Ao espectador, poderia ser passada a ideia, com essa fala de Neném, de que o que elas defendem, na verdade, é que nenhum casal, seja ele hétero ou gay, deva demonstrar carinho em locais públicos. Mas Pepê, na sequência, deixa claro que o problema é com os homossexuais mesmo.

“Família a gente tem que respeitar. Aí você pode perguntar: por que os héteros podem se beijar? Claro, o mundo é para todos. Mas certas coisas não é bom você fazer. Além de ser gay, você é muito julgado por isso. Vamos fazer entre quatro paredes”, diz.

Ao final do vídeo, as duas ainda saúdam o deputado que já chegou a afirmar que preferia “um filho morto em acidente a um filho homossexual”.

Assista.



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