Saem os primeiros resultados das eleições constituintes na Venezuela

“Demonstramos ao mundo que a Venezuela ama a democracia, quer votos e não balas, quer resolver seus problemas e não quer que os resolvam Trump, Santos ou Temer”, disse Jorge Rodríguez, chefe de campanha da Assembleia Nacional Constituinte venezuelana.

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“Demonstramos ao mundo que a Venezuela ama a democracia, quer votos e não balas, quer resolver seus problemas e não quer que os resolvam Trump, Santos ou Temer”, disse Jorge Rodríguez, chefe de campanha da Assembleia Nacional Constituinte venezuelana.

Por Ópera Mundi

A presidenta do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, deu os primeiros resultados oficiais da eleição para a formação da Assembleia Nacional Constituinte (ANC) que aconteceram neste domingo (31).

Veja o vídeo abaixo.

Já Jorge Rodríguez, chefe de campanha da Assembleia Nacional Constituinte venezuelana, afirmou neste domingo (30/07) que o “mundo deve respeitar o resultado de hoje”, em referência ao pleito para escolher os deputados que irão reescrever a Constituição da Venezuela.

“O mundo deve respeitar o resultado do dia de hoje, que é um canto de paz e de amor à pátria”, disse em conferência para a imprensa sobre o andamento do dia de votação. “Depois desse evento o mundo tem que aprender a respeitar a dignidade e a integridade desse povo”, disse Rodríguez.

“Demonstramos ao mundo que a Venezuela ama a democracia, quer votos e não balas, quer resolver seus problemas e não quer que os resolvam Trump, Santos ou Temer”, acrescentou, em referência aos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, da Colômbia, Juan Manuel Santos, e do Brasil, Michel Temer, que disseram que não reconhecem a ANC convocada por Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.

O chanceler venezuelano, Samuel Moncada, falou sobre o mesmo tema após votar no pleito para a Constituinte. Moncada indicou que “os venezuelanos decidem seus assuntos em eleições e sem tutela”.

Para ele, após a votação começa “a fase da batalha para que o mundo entenda que a Venezuela é livre e que o povo vai se autogovernar com uma assembleia constituinte que tem poderes extraordinários e que vai mudar as coisas, porque mudanças são necessárias”, disse à imprensa.

O chanceler também disse acreditar que os países que têm se manifestado contra o governo Maduro vão continuar “sua campanha internacional contra a Venezuela” após a eleição da Constituinte.

 

 



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