Advogado acusa desembargador de pedir propina e julgamento é suspenso em SC

Fato ocorreu durante sessão do Tribunal de Justiça do estado, depois de advogado afirmar que o desembargador pediu R$ 700 mil para favorecer seu cliente.

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Fato ocorreu durante sessão do Tribunal de Justiça do estado, depois de advogado afirmar que o desembargador pediu R$ 700 mil para favorecer seu cliente.

Da Redação*

Um julgamento no Tribunal de Justiça de Santa Catarina foi suspenso, depois que o advogado Felisberto Odilon Córdova acusou o desembargador Eduardo Gallo, relator do processo, de o ter procurado para fazer uma proposta, pedindo R$ 700 mil para julgar favoravelmente aos interesses do cliente. O fato ocorreu durante sustentação oral na 1ª Câmara Cível.

A causa envolve uma disputa de R$ 35 milhões (agravo de instrumento interposto em execução de honorários). Extremamente exaltado, Córdova não economizou nas críticas e exigiu apuração da denúncia por parte do Ministério Público. “Este julgamento merece ser impugnado, porque ele está comprado”, acusou o advogado do púlpito.

Diante da denúncia considerada infundada pelo desembargador, Gallo exigiu que se desse ordem de prisão ao advogado. Reclamou dos excessos verbais e disse nunca ter sido chamado de vagabundo em 25 anos de magistratura. Para acalmar os ânimos, o presidente da Câmara, desembargador Raulino Brunning, pediu vista dos autos (foto), suspendeu o julgamento e decidiu oficiar o Ministério Público e a OAB para acompanharem o caso.

O presidente da OAB-SC, Paulo Brincas, determinou a instauração de uma comissão, que será presidida por ele, para apurar os fatos. O presidente em exercício do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, desembargador Alexandre d’Ivanenko, também informou, por intermédio da assessoria de comunicação, que já tinha ciência do ocorrido e pretende analisar o caso para depois se manifestar.

*Com informações do Diário de Santa Catarina

Foto+ Reprodução/TJ-SC



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