Acusado de “pregação política”, grupo de estudos sobre Marx é notificado pelo MP

Para pesquisadores denúncia falseia a realidade e cria um ambiente de perseguição política

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Para pesquisadores denúncia falseia a realidade e cria um ambiente de perseguição política

Da Redação

Um grupo de pesquisa da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi notificado pelo Ministério Público Federal (MPF) por conta de uma acusação de “pregação política”.

De acordo com nota publicada pelo Grupo de Estudos e Pesquisas Marx, Trabalho e Educação (GEPMTE), a denúncia acusa o grupo de “promover pregação política e ideológica de vertentes socialistas”. Outro trecho da acusação diz que “é escabroso que uma Universidade Federal sirva de ninho, de balão de ensaio para que milhares de militantes de esquerda fiquem trabalhando nos seus delírios ideológicos, bancados com recursos públicos e incutindo tais ideologias nos alunos”.

O grupo foi fundado em 2012 para aprofundar estudos sobre o pensador alemão. Para os pesquisadores, denúncias como essa corroboram com a ideia do “Projeto Escola sem Partido”, que partidariamente visa excluir a multiplicidade de manifestações hoje presente educação. “Acreditamos que ações deste tipo devem ser repudiadas e denunciadas, por nós educadores para que não retrocedamos em direitos duramente conquistados em nosso país”, afirma.

O inquérito foi indeferido em primeira instância. Ou seja, a denúncia não vai resultar em uma investigação.

Veja nota no grupo:



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