Governo de SP abre concurso para 5 mil vagas na PM, mas ninguém é contratado

Prazo de validade foi expirado em julho, nenhum aprovado dos 40 mil inscritos foi convocado

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Prazo de validade foi expirado em julho, nenhum aprovado dos 40 mil inscritos foi convocado

Da Redação*

O Governo de São Paulo de Geraldo Alckmin (PSDB) abriu inscrições para um concurso que contrataria 5 mil oficiais administrativos da Polícia Militar. O edital foi publicado no Diário Oficial de 2014. Porém, passados três anos, ninguém foi contrato e o prazo de validade do concurso foi expirado.

Mais de 40 mil pessoas participaram da seleção e pagaram a taxa de inscrição de R$ 45. A estimativa é que, excluindo as isenções para estudantes de baixa renda, R$ 2 milhões tenham sido arrecadados.

Foi o primeiro concurso para oficial administrativo da PM, carreira criada por uma lei, sancionada pelo próprio governador Geraldo Alckmin (PSDB), no fim de 2013. A ideia era que os profissionais substituíssem os antigos soldados temporários, que até pouco tempo trabalhavam em setores internos da corporação, mas por tempo de contrato e sem vínculo empregatício. As contratações temporárias foram consideradas inconstitucionais pela Justiça depois que o Ministério Público entrou com uma ação contra a prática.

De acordo com o edital do concurso, o novo cargo teria um salário inicial de R$ 992 para uma jornada de 40 horas de trabalho. Entre as atribuições básicas do profissional estão o controle da entrada e saída de processos em geral, a execução de serviços de digitação; e redação de textos de ofícios e memorandos. A função não prevê o poder de polícia e o uso de farda.

O capitão Rodrigo Fernandes Cabral, porta-voz da PM, afirmou ao G1 que, “em virtude desse contexto do Brasil de hoje, de crise econômica, que acabou reduzindo os níveis de arrecadação de todas esferas do governo”, não haverá contratação alguma a partir do concurso. “Infelizmente. A gente tem ciência que gera uma expectativa.”

*Com informações do G1



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