Caetano chega aos 75 polêmico, moderno, instigante, divino maravilhoso

Caetano canta, compõe, escreve, polemiza, se coloca sobre os grandes assuntos da vida nacional e mundial, agrada e desagrada gregos e baianos, é amado e odiado, respeitado e, sobretudo, é o autor mais moderno e controverso da nossa música.

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Caetano canta, compõe, escreve, polemiza, se coloca sobre os grandes assuntos da vida nacional e mundial, agrada e desagrada gregos e baianos, é amado e odiado, respeitado e, sobretudo, é o autor mais moderno e controverso da nossa música.

Por Julinho Bittencourt

O cantor e compositor baiano, Caetano Veloso, completa 75 anos nesta segunda-feira (7). Um dos maiores nomes da canção popular brasileira, Caetano se multiplica em muitos e é, desde o início de sua carreira, na década de sessenta, um dos artistas mais profícuos e influentes da cena cultural brasileira.

Caetano canta, compõe, escreve, polemiza, se coloca sobre os grandes assuntos da vida nacional e mundial, agrada e desagrada gregos e baianos, é amado e odiado, respeitado e, sobretudo, é o autor mais moderno e controverso da nossa música.

Longe de ser o bom velhinho talentoso que dorme sobre a própria obra, Caetano permanece inquieto e perturbador. Capaz de discursar sobre tudo – principalmente cinema e literatura, duas de suas grandes paixões – o músico tem gravado e feito shows já há alguns anos com um trio de músicos jovens, onde a sonoridade predominante namora com o grunge, estilo de rock sujo e básico.

Isso tudo depois de ter gravado a fina flor da canção americana, canções consagradas da América Latina e, é claro, obras próprias impecáveis, trilha sonora irrefutável de um país desorientado e explosivo, alegre e desesperado, mulato, miscigenado e tropicalista. Um país que se confunde com a sua obra e vice e versa.

Certa vez, no programa de Serginho Groisman, um jovem perguntou se Chico César era o novo Caetano. O baiano prontamente respondeu: “Não. Eu sou o novo Caetano!”. E assim tem sido, por 75 anos.

Relembre abaixo alguns sucessos de Caetano ao longo desses mais de 50 anos de carreira.


“De Manhã”, primeira canção de Caetano gravada por sua irmã, Maria Bethânia


“Alegria, Alegria”, no Festival da TV Record, em 1967


“Triste Bahia”, sobre poema de Gregório de Mattos, do disco “Transa”, gravado no exílio em Londres


“Menino do Rio”, com Baby Consuelo, grande sucesso da década de 80


“O Quereres”, segundo o próprio autor, uma de suas melhores canções


“Homem”, sempre atual e polêmico



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