Márcio França coloca pressão sobre Alckmin e quer apoio pra apoiá-lo

O vice-governador afirma ter um acordo firmado com Doria pelo apoio a Alckmin. Sobre a sua candidatura, França diz que até a eleição vai estar com um patamar de “uns 20%, 25%”.

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O vice-governador afirma ter um acordo firmado com Doria pelo apoio a Alckmin. Sobre a sua candidatura, França diz que até a eleição vai estar com um patamar de “uns 20%, 25%”.

Da Redação*

O vice-governador de São Paulo, Márcio França, afirma em entrevista ao jornal Folha de São Paulo que seu partido, o PSB, pode não apoiar Geraldo Alckmin em 2018 se o PSDB lançar candidato a governador, em vez de apoiar a sua reeleição.

“Claro. Cada partido tem autonomia. Por exemplo, sonho de partido é ter candidato a presidente. Mas concretamente hoje não temos um nome”.

França deve assumir o governo do Estado no ano que vem se Alckmin se candidatar. “O meu partido é claro que vai imaginar uma reciprocidade”, disse. “Farei todo o esforço, mas cada partido tem autonomia.”

Sobre as suas possibilidades eleitorais, França disse que “ao assumir o governo do Estado vou estar com um patamar eleitoral de uns 20%, 25%. Difícil um governante não ter patamar”.

Já com relação a possibilidade de Doria disputar e ganhar a candidatura do PSDB, França afirma não acreditar que Doria faça isso.

“Insisto em achar que João não fará isso com o Alckmin. O movimento é mais vinculado a pessoas que querem excluir Alckmin. No fundo, não é o João, é excluir o Alckmin. Tudo o que for muito elite não gosta do Alckmin, ele é antielite. Não frequenta esse ambiente, então é visto com desconfiança. Sua simplicidade chega a constranger. Se soubessem a vida que ele leva, seria imbatível”.

O vice-governador ainda relembrou o acordo firmado com Doria durante a eleição: “Nós, eu, DEM, PPS, PV, PP, dissemos ao Doria que o ajudaríamos a se eleger para ele ajudar a eleger Alckmin presidente. Então, quem especula? Vejo muita gente de vários partidos que não quer Alckmin que diz que o problema dele é o Doria. Então, não tendo o Doria, não tem problema. Coloca-se que Doria pode trair Alckmin porque vindo de um aliado machuca mais. Não creio que vá ser o Doria. Pode ter outro nome do PSDB, como José Serra”, disse.

Sobre a candidatura de Alckmin à presidência, França disse ainda: “E Alckmin será o franco favorito. Ele reúne as melhores condições. Escrevi três anos atrás que o Brasil estaria passando por uma crise de instabilidade e a população estaria à procura de algo estável, sereno. Encontraria o anestesista de Pinda, o marido apaixonado da dona Lu e o picolé de virtudes chamado Alckmin”, concluiu.

*Com informações da Folha de São Paulo

Foto: Du Amorim/ A2 FOTOGRAFIA



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