No mesmo dia, PF inocenta Aécio e MPF desarquiva inquérito contra Lula

Parece coincidência a forma como a Justiça no Brasil trabalha mas o fato é que, no mesmo dia em que o MPF resolve desarquivar um inquérito do mensalão contra Lula, arquivado há anos por...

810 0

Parece coincidência a forma como a Justiça no Brasil trabalha mas o fato é que, no mesmo dia em que o MPF resolve desarquivar um inquérito do mensalão contra Lula, arquivado há anos por falta de provas, a PF divulga relatório em que inocenta Aécio Neves pelo caso de Furnas 

Por Redação 

A Polícia Federal divulgou, nesta quarta-feira (9), relatório em que inocenta o senador Aécio Neves (PSDB-MG) pela acusação de ter recebido propina de contratos em Furnas. Enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o relatório diz que não foram encontradas evidências que provem que o tucano tenha recebido dinheiro ilegal dos contratos, conforme afirmam os delatores.

Aécio passou a ser investigado após dois delatores da Operação Lava Jato – o doleiro Alberto Youssef e o senador cassado Delcídio do Amaral – terem dito que o tucano era beneficiário de um esquema de corrupção que desviava recursos. O relatório será repassado ainda à Procuradoria Geral da República, que pode arquivar ou não o inquérito.

Isoladamente, a notícia não surpreende. Acontece que o fato se deu no mesmo dia de um outro episódio e tal “coincidência” revela um pouco a forma como a Justiça trabalha no Brasil. Enquanto Aécio fica prestes a ser inocentado, o Ministério Público Federal resolveu, no mesmo dia, desarquivar um inquérito do “mensalão” contra o ex-presidente Lula que já estava arquivado há anos por falta de provas.

Aberto em 2013, o inquérito foi arquivado dois anos depois por conta da inexistência de indícios que comprovassem transações ilegais entre o PT e a Portugal Telecom, conforme sustenta a acusação. A Câmara de Combate à Corrupção do MPF, no entanto, decidiu desarquivar o caso e retomar as investigações.

Em nota, o Instituto Lula afirmou que o caso da Portugal Telecom foi investigado ao longo de anos pelos Ministérios Públicos do Brasil e de Portugal e foi arquivado por falta de provas, nos dois países, “como todos os inquéritos abertos com base nas declarações de Marcos Valério”.

Foto: Lula Marques 



No artigo

x