O poeta Antonio Cicero, autor de “Fullgás”, é eleito para a ABL

Além de compositor popular, Cicero é formado em Filosofia pelo University College London, da Universidade de Londres e autor de vários livros de poesia e filosofia.

487 0

Além de compositor popular, Cicero é formado em Filosofia pelo University College London, da Universidade de Londres e autor de vários livros de poesia e filosofia.

Da Redação*

“Antonio Cicero é um dos escritores mais representativos da literatura brasileira contemporânea”, declarou o Presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Acadêmico Domício Proença Filho, ao anunciar o escritor para a cadeira 27 da ABL.

O escritor Antonio Cicero foi eleito nesta quinta-feira (10) para a cadeira 27, sucedendo Eduardo Portella, morto no dia 3 de maio deste ano.

Cicero foi eleito por 30 votos. Concorreram na eleição, 22 acadêmicos – 12 por cartas.

Antes de Cicero, os ocupantes anteriores da cadeira 27 foram: Joaquim Nabuco – fundador da cadeira e que escolheu como patrono Maciel Monteiro, Dantas Barreto, Gregório da Fonseca, Levi Carneiro e Otávio de Faria.

O novo integrante

Formado em Filosofia, em 1972, pelo University College London, da Universidade de Londres, Antonio Cícero é autor dos livros de poemas Guardar (Rio: Record, 1996), A cidade e os livros (Rio: Record, 2002), Porventura (Rio: Record, 2012) e, em parceria com o artista plástico Luciano Figueiredo, de O livro de sombras (Rio: +2 Editora, 2010).

O acadêmico também publicou as obras de ensaios filosóficos O mundo desde o fim (Rio: Francisco Alves, 1995), Finalidades sem fim (São Paulo: Companhia das Letras, 2005) e Poesia e filosofia (Rio: Civilização Brasileira, 2012). Além disso, suas entrevistas foram reunidas no livro de Arthur Nogueira, intitulado Encontros: Antonio Cicero (Rio: Azougue, 2013).

Além disso, Cicero organizou o livro de ensaios Forma e sentido contemporâneo: poesia (Rio: EdUERJ, 2012) e, em parceria com Waly Salomão, o volume de ensaios O relativismo enquanto visão do mundo (Rio: Francisco Alves, 1994). Em parceria com Eucanaã Ferraz, produziu a Nova antologia poética de Vinícius de Moraes (São Paulo: Companhia das Letras, 2003).

Em 1993, concebeu o projeto intitulado “Banco Nacional de Ideias”, através do qual promoveu, em colaboração com o poeta Waly Salomão e com o patrocínio do Banco Nacional, ciclos de conferências e discussões de artistas e intelectuais de importância mundial, como João Cabral de Melo Neto, Richard Rorty, Tzvetan Todorov, Hans Magnus Enzensberger, Peter Sloterdijk, Bento Prado Jr. e Darcy Ribeiro, entre outros. É também autor de inúmeras letras de canções, tendo como parceiros compositores como Marina Lima, Adriana Calcanhotto e João Bosco.

Mais recentemente, em 2012, Antonio Cicero foi agraciado com o “Prêmio Alceu Amoroso Lima – Poesia e Liberdade”, concedido pela Universidade Candido Mendes e pelo Centro Alceu Amoroso Lima pela Liberdade.

*Com informações do G1

Foto: Reprodução YouTube

 

 

 



No artigo

x