Trump diz que não descarta intervenção militar na Venezuela

Afirmação vem poucos dias antes de o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, iniciar uma visita a vários países da América Latina (Colômbia, Argentina, Chile e Panamá), em roteiro que não inclui o Brasil Por...

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Afirmação vem poucos dias antes de o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, iniciar uma visita a vários países da América Latina (Colômbia, Argentina, Chile e Panamá), em roteiro que não inclui o Brasil

Por Opera Mundi 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (11/08) que não descarta uma “opção militar” para a crise que assola a Venezuela, país que, em sua opinião, se encontra afundado em uma “bagunça muito perigosa”.

“Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo a opção militar se necessário”, disse.  “Temos tropas em todo o mundo, em lugares muito distantes, e a Venezuela não fica tão longe. As pessoas lá estão sofrendo, morrendo”, afirmou o presidente norte-americano.

Na quinta (10/08), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se disse disposto a abrir um canal de diálogo com Trump.

Trump fez a declaração no seu clube de golfe de Bedminster, em Nova Jersey, após reunir-se com o secretário de Estado, Rex Tillerson; o assessor de segurança nacional, H.R. McMaster; e a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley.

A afirmação vem poucos dias antes de o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, iniciar uma visita a vários países da América Latina (Colômbia, Argentina, Chile e Panamá), em roteiro que não inclui o Brasil.

Sanções

Na quarta-feira (09/08), a presidente da Assembleia Constituinte, Delcy Rodríguez, criticou as sanções econômicas impostas pelo Departamento do Tesouro dos EUA contra funcionários do venezuelanos, que se somam às que outros quatro já receberam. Segundo ela, as medidas são “ilícitas”.

As sanções, que congelam os ativos que estas pessoas possam ter nos EUA e proíbem a realização de transações financeiras com elas, foram divulgadas uma semana depois de Washington incluir o presidente Nicolás Maduro na sua “lista negra internacional”.

Junto com o irmão do falecido presidente Hugo Chávez (1999-2013), Adán Chávez, também foram sancionados Francisco Ameliach, Hermann Escarrá, Erika Farías, Carmen Meléndez e Darío Vivas, todos eles membros da ANC e ex-funcionários da Revolução Bolivariana.

Além disso, na lista também aparecem a reitora eleitoral Tania D’ Amelio e o comandante da Unidade Especial da Guarda Nacional Bolivariana no Palácio Federal Legislativo, Bladimir Lugo, acusado de participar na repressão violenta das marchas de manifestantes em Caracas.



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