RJ: Trabalhador negro que portava arma de paintball é preso acusado de matar policial

Jamerson Gonçalves nunca teve passagem na polícia, trabalha como vidraceiro e joga paintball como hobby. Com uma armação do esporte desmontada na mochila, ele foi preso em “flagrante” pelo assassinato de um policial no...

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Jamerson Gonçalves nunca teve passagem na polícia, trabalha como vidraceiro e joga paintball como hobby. Com uma armação do esporte desmontada na mochila, ele foi preso em “flagrante” pelo assassinato de um policial no Méier. Família está revoltada e amigos acusam PM de racismo 

Por Redação 

A Polícia Militar do Rio de Janeiro prendeu, na madrugada do último sábado (12), o vidraceiro Jamerson Gonçalves de Andrade, de 30 anos, sob a acusação de ter matado um policial na noite de sexta feira no bairro do Méier. Inicialmente, a prisão imputada como “flagrante”. De acordo com a polícia, ele portava uma arma. O objeto, no entanto, era na verdade uma armação de paintball desmontada em sua mochila.

Amigos contam que, após o trabalho na última sexta-feira (11), o vidraceiro saiu do trabalho e foi jogar uma partida de paintball, seu hobby, e na volta para casa chamou um mototáxi. A polícia, então, abordou Gonçalves e o mototaxista e prendeu ambos.

Família e amigos estão revoltados.

“Jamerson jogava paintball com frequência. Tava com uma arma desmontada na mochila. Ele é um cara super pacato, tem discurso contra violência, é de uma família muito tranquila, festeira, brincalhona. Todo mundo lá é trabalhador. E e foi revistado pela polícia e acharam a arma de paintball. Acabou acusado pela morte de um PM”, revelou um colega da família.

Uma página do Facebook da comunidade de Água Santa, onde Jamerson morava, também comentou o caso. “Após um dia de trabalho foi curtir com os amigos um Paintball, seu lazer de rotina. Após o paintball, Jamerson pegou um mototaxi para ir pra casa. No caminho foi abordado pela polícia e revistado. Na sua mochila encontraram a arma do paintball desmontada. Jamerson e o mototaxista foram algemados e levados para a DP da Barra. E para a surpresa de todos, ele estava sendo acusado de ter matado o policial executado no Méier. Essa é a realidade do Rio de Janeiro.Ele segue preso ainda e a família, extremamente abalada colocou advogado a frente do caso”.

A Polícia Civil, por sua vez, converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva, e não comentou o fato de Jamerson estar portando uma arma de paintball. Ele seguirá detido até o julgamento.



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