Temer espera saída de Janot para pedir revisão das delações

A expectativa do peemedebista é encontrar um ambiente "menos hostil" a ele na Procuradoria-Feral da República com a entrada de Raquel Dodge.

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A expectativa do peemedebista é encontrar um ambiente “menos hostil” a ele na Procuradoria-Feral da República com a entrada de Raquel Dodge.

Da Redação*

A nova estratégia de Michel Temer (PMDB) para escapar de punições, em função das gravações feitas por Joesley Batista, no Palácio do Jaburu, é esperar pela saída de Rodrigo Janot do comando da Procuradoria-Geral da República para conseguir emplacar sua principal estratégia jurídica: revisar as delações premiadas nas quais é citado. As informações são do blog de Andréia Sadi.

No encontro no Jaburu, Temer e Joesley discutiram uma espécie de “cala boca” a Eduardo Cunha para que o ex-presidente da Câmara não delatasse. Temer disse a aliados que, depois da saída de Rodrigo Janot, espera encontrar um ambiente “menos hostil” a ele na Procuradoria-Geral da República. E já pediu a Antonio Claudio Mariz, seu advogado, que reúna material para contestar a delação de JBS.

Entretanto, o peemedebista quer aguardar a saída de Janot. Isso porque a delação da JBS foi fechada com o atual procurador, e Temer o elegeu como seu principal adversário. Um dos argumentos já discutidos entre Temer e seus auxiliares no final de semana foi a gravação, revelada pela GloboNews, de Ticiana Villas Boas – mulher de Joesley – desmentindo a combinação de propina durante um jantar na casa do empresário. A propina seria para o deputado Fabio Faria (PSD-RN). No jantar, no final de 2014, estavam presentes Joesley e sua esposa, Ticiana Villas Boas, Faria e sua esposa, Patricia Abravanel, Ricardo Saud e esposa e o pai de Faria, Robson Faria, com a mulher.

O problema da estratégia de Temer, de acordo com advogados ligados à JBS, é que a defesa de Faria, quando da divulgação da notícia, acabou confirmando a existência de um jantar entre os citados. Além disso, Joesley vai fazer um complemento à sua delação para esclarecer que a combinação de propina ocorreu no jantar, mas longe das esposas. E o novo depoimento está previsto para o começo de setembro, antes da saída de Janot. Ele deixa o comando da PGR no dia 17 de setembro, e será substituído por Raquel Dodge.

*Com informações do blog de Andréia Sadi do G1

Foto:Valter Campanato/Agência Brasil



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