Transfobia: Homem trans é espancado até entrar em coma e respira por aparelhos

“Já que você é homem vai apanhar como homem”, teria dito o agressor. Vítima, que já deu entrada em coma em um hospital do Rio de Janeiro, teve os dois braços quebrados, quase todos...

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“Já que você é homem vai apanhar como homem”, teria dito o agressor. Vítima, que já deu entrada em coma em um hospital do Rio de Janeiro, teve os dois braços quebrados, quase todos os dentes da boca arrancados e traumatismo craniano em um crime motivado apenas pelo ódio 

Por Redação 

Carla Hestefânia Brandão de Carvalho, homem trans do Rio de Janeiro, está internado desde o dia 2 de agosto no Hospital de Saracuruna. O caso veio à tona somente neste final de semana, já que a vítima deu entrada em coma no hospital e sua irmã, familiar que vem a auxiliando junto à polícia, só soube de seu paradeiro uma semana após o crime.

O espancamento brutal deixou Carla, que usa o nome feminino para não sofrer perseguições, com os dois braços quebrados, apenas dois dentes na boca e traumatismo craniano. Ele respira com a ajuda de aparelhos.

“Ele foi encontrado caído em uma poça de sangue com convulsões devido a um traumatismo craniano. Precisou ser reanimado por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Já chegou aqui [no hospital] em coma e foi direcionado a UTI”, contou Helen Santos, irmã da vítima, ao portal G1.

Além de todos os ferimentos, Carla ainda contraiu pneumonia no hospital.

De acordo Helen, essa não é a primeira agressão motivada por transfobia que seu irmão sofre.

“Houve outras agressões. Eram coisas ditas como, por exemplo, ‘seu lugar não é aqui’, ‘você é homem e vai apanhar como homem'”, contou.

Helen revelou ainda que teve dificuldades até mesmo para registrar o boletim de ocorrência e só o conseguiu com o auxílio de um advogado.

“É uma dificuldade geral que existe para um cidadão registrar qualquer tipo de ocorrência no Rio de Janeiro, em especial qualquer coisa que esteja relacionada à homofobia. Hoje ela (a homofobia) é tipificada como uma lesão corporal qualquer”, disse o advogado Marcel de Freitas Nascimento.

Ainda não há pistas sobre suspeitos e a polícia segue investigando o caso.

Estudos recentes apontam que o Brasil, ao mesmo tempo que é o país que mais consome pornografia transexual, é o país onde mais se mata essas pessoas.

 

 



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