Esquizofrênico, PSDB detona na TV governo que participa. Veja aqui

No momento, o PSDB tem 4 ministros no governo Temer: Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Antonio Imbassahy (Secretaria Geral), Bruno Araújo (Cidades) e Luislinda Valois (Direitos Humanos).

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No momento, o PSDB tem 4 ministros no governo Temer: Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Antonio Imbassahy (Secretaria Geral), Bruno Araújo (Cidades) e Luislinda Valois (Direitos Humanos).

Da Redação*

Vai ao ar nesta quinta-feira (17) o propalado programa “O PSDB errou”, em que promete a sua autocrítica. Promete e cumpre, apesar dela partir de apenas uma parte do partido. Sua propaganda partidária no rádio e na TV acusa a administração de Michel Temer de praticar um “presidencialismo de cooptação”. Na tela, aparecem bonequinhos num desenho animado recebendo favores. Num dado momento, o olho de um deles se transforma num cifrão.

“Presidencialismo de cooptação é quando um presidente tem que governar negociando individualmente com políticos ou com partidos que só querem vantagens pessoais e não pensam no país. Uma hora, apoia. Outra, não. E quando apoia, cobra caro”, diz o locutor do programa tucano ao qual o Poder360 teve acesso.

O programa do PSDB foi produzido a partir do pensamento quase solitário do presidente interino da legenda, senador Tasso Jereissati (CE). Tasso já provocou forte reação dos tucanos quando “teasers” da propaganda foram transmitidas em spots de 30 segundos na TV na semana passada.

Agora, o conteúdo é muito mais forte. Além de acusar o governo Temer de praticar fisiologia, o PSDB fala também que o atual presidente da República enfrenta “grandes dificuldades para governar e unir os brasileiros”. E completa afirmando, de maneira indireta (mas com certa clareza) que Temer está “sem força para governar e sem apoio popular”.

Partido Rachado

Os tucanos nunca foram grandes entusiastas do governo de Michel Temer. Acabaram aderindo porque enxergaram no presidente atual a possibilidade de implantar um programa de reformas defendido há muito tempo pelo PSDB.

Quando eclodiu o FriboiGate, em 17 de maio de 2017, o partido rachou. Uma ala mais jovem (em geral composta por deputados) queria sair imediatamente do governo. Esse grupo é conhecido como “cabeças pretas”.

Outra ala tucana, composta por ministros e políticos mais tradicionais, como o senador José Serra (PSDB-SP), defendem a permanência na base de apoio ao Palácio do Planalto.

No momento, o PSDB tem 4 ministros: Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Antonio Imbassahy (Secretaria Geral), Bruno Araújo (Cidades) e Luislinda Valois (Direitos Humanos).

O problema é que o FriboiGate abalou a estrutura interna do PSDB, pois o presidente nacional da legenda, Aécio Neves (de Minas Gerais), foi acusado de receber propina da direção da empresa JBS. Há 1 pedido de prisão contra Aécio até hoje pendente no Supremo Tribunal Federal.

Com a crise instalada, Aécio se afastou da presidência do PSDB e foi escolhido para ficar interinamente com a cadeira o senador Tasso Jereissati. Ocorre que Tasso está numa fase de sua carreira política em que não deseja mais fazer nenhum tipo de concessão. Passou a defender fortemente o desembarque do PSDB do governo Temer.

Num primeiro momento, a maioria dos tucanos deram a entender que iriam aderir à ideia de sair da administração federal. Aos poucos, o Planalto recompôs suas alianças dentro do PSDB.

Mas como Tasso continuou no comando resolveu fazer esse forte libelo contra o que chama de “presidencialismo de cooptação”, atingindo o governo Temer no coração –e deixando o PSDB em dificuldades.

*Com informações do Brasil 360



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