No embalo de Dória, Alckmin colocou 15 terminais à venda

Edital contempla 115 mil m² de espaços públicos nas linhas 1-Azul e 3-Verde, autorizando, até, a construção de prédios residenciais para especulação via locação, além da tradicional exploração comercial e publicitária.

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Edital contempla 115 mil m² de espaços públicos nas linhas 1-Azul e 3-Verde, autorizando, até, a construção de prédios residenciais para especulação via locação, além da tradicional exploração comercial e publicitária.

Por Luiz Henrique Dias*

Depois de a prefeitura de São Paulo ter anunciado, na última segunda-feira (14), a venda de 24 terminais de ônibus, agora é a vez do Governo do Estado liquidar 15 integrações ônibus + metrô.

Ao menos é a proposta de Alckmin e sua equipe, através do lançamento, nesta quinta-feira (17), de um edital que contempla 115 mil m² de espaços públicos nas linhas 1-Azul e 3-Verde, autorizando, até, a construção de prédios residenciais para especulação via locação, além da tradicional exploração comercial e publicitária.
As concessões podem durar até 40 anos.

Entre os terminais, estão áreas consideradas nobres pelo mercado imobiliário, como a estação Ana Rosa, Tatuapé e Barra Funda.

Para levar os terminais, num pacote único, foi estipulado um piso “atrativo” de apenas 3% de retorno ao Estado.

Comentário

1- Alckmin e Dória estão mesmo dispostos a vender tudo que podem para fazer caixa e entregar à iniciativa privada áreas e serviços rentáveis.

2- Como as empresas visam – apenas – o lucro e transporte urbano não é um ramo de livre concorrência, os benefícios aos usuários e usuárias não serão garantidos com a privatização. Podem, inclusive, piorar.

3- Se os terminais podem ser rentáveis, porque não podem ser explorados pelo Poder Público, ao invés deste ficar apenas com 3%?

4- Sem falar que os terminais são áreas estratégicas para o planejamento urbano, engessando a cidade por 40 anos, tempo suficiente para muito mudar na malha urbana.

* Luiz Henrique Dias é professor, gestor público e coordenador do Projeto A São Paulo que Queremos.

Foto: Youtube



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