Garota que jogou ovo em Bolsonaro recebe mais elogios do que críticas nas redes sociais

Página de Gabrielle Van Pelt no Facebook foi invadida por seguidores do deputado federal, mas, mesmo assim, as mensagens de apoio foram em maior número.

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Página de Gabrielle Van Pelt no Facebook foi invadida por seguidores do deputado federal, mas, mesmo assim, as mensagens de apoio foram em maior número.

Da Redação

Gabrielle Van Pelt, 23 anos, ganhou notoriedade esta semana, depois de atirar um ovo no deputado federal Jair Bolsonaro (PEN), e o chamar de homofóbico, durante visita a Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O vídeo, divulgado nas redes sociais, viralizou e virou assunto em todo o país.

Depois disso, seguidores de Bolsonaro acionaram o Facebook da garota e passaram a enviar centenas de mensagens nas postagens bem ao estilo dos bolsominions, ou seja, no mínimo, mal-educadas. Até a madrugada de ontem, já passavam de seis mil comentários na página de Gabrielle.

Mensagens do tipo “Incitando o ódio esquerdinhas … as feminazis querem extinguir os homens da terra e abortar as crianças kkk e nos incitamos o ódio sai daí”; “Ela parece um bicho de goiaba. …só gays lésbicas e bandidos não gostam de BOLSONARO”; “Esquerdopata inútil, repugnante, tipo de pessoa que nunca estudou na vida, vive fumando maconha e tomando borrachada da polícia”; “O erro do Ustra foi ter torturado e não matado esses comunas imundos. Que querem destruir o Brasil. E fazem a cabeça de muitos acéfalos”; para não citar as realmente impublicáveis.

No entanto, apesar do ataque do exército de bolsominios, a grande maioria dos comentários e mensagens na página de Gabrielle são de apoio e criticando o deputado e sua retórica de ódio. Aliás, um dos seus seguidores colocou a foto da garota em sua página do Facebook e fez a seguinte pergunta: “Pessoal, foi essa quenga, jumenta, maconheira, terrorista que atirou ovo no NOSSO futuro presidente do Brasil 2018, Jair Messias Bolsonaro. O que ela merece?”. O tiro saiu pela culatra, pois os elogios a Gabrielle foram tantos que o bolsominio preferiu apagar a publicação.

Foto: Reprodução

 

 



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