Josias de Souza: “Caso do PSDB é de autópsia, não de autocrítica”

Blogueiro afirma que autocríticas chegam tarde e que não adianta mais os tucanos reconhecerem seus erros em programa veiculado em rede nacional.

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Blogueiro afirma que autocríticas chegam tarde e que não adianta mais os tucanos reconhecerem seus erros em programa veiculado em rede nacional.

Da Redação*

A polêmica em torno do novo programa do PSDB, veiculado em rede nacional, no qual os tucanos fazem autocrítica e reconhecem seus erros, continua reverberando não só no ninho tucano, mas entre os analistas políticos. Para Josias de Souza, que escreve blog hospedado no UOL, o problema das autocríticas é que elas quase sempre chegam tarde. “Sob a presidência interina de Tasso Jereissati, o PSDB acaba de levar ao ar, no rádio e na TV, um esboço de contrição. Coisa de dez minutos. A peça não disse dos tucanos 5% do que eles dizem de si mesmos quando atacam uns aos outros na intimidade. Ainda assim, o ninho entrou em parafuso. Cogita-se até abreviar a interinidade de Tasso. Ficou claro que a tentativa de reconhecimento dos erros chegou quando já não adianta. O caso do PSDB não é mais de autoanálise, mas de autópsia”.

O blogueiro segue: “No pedaço da propaganda partidária que mais eriçou as plumas, o PSDB insinua que um dos seus erros foi o convívio com o “presidencialismo de cooptação”, do tipo replicado sob Michel Temer. Didático, o programa ensinou: ‘Presidencialismo de cooptação é quando um presidente tem que governar negociando individualmente com políticos ou com partidos que só querem vantagens pessoais e não pensam no país. Uma hora, apoia. Outra, não. E quando apoia, cobra caro’. Tucanos que participam da equipe ministerial de Temer apressaram-se em esculachar a iniciativa de Tasso Jereissati”.

“Coordenador político do Planalto, Antonio Imbassahy rangeu os dentes numa nota: ‘Em vez de fortalecer o partido e apresentar contribuições ao país, preferiu-se expor, em rede nacional, uma divisão interna’. O chanceler Aloysio Nunes ralhou na internet: ‘Não me representa’, disse. É ‘um tiro no pé’. Foi como se os ministros rejeitassem a carapuça enfiando-a na cabeça”, arrematou Josias de Souza.

*Com informações do blog de Josias de Souza, no UOL

Foto: José Cruz/Agência Brasil/Fotos Públicas



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