Mais um torcedor é condenado por racismo: “Vai trabalhar vendendo banana, filho de preto”

O funcionário da empresa LSM, contratada pelo Flamengo, nem precisou fazer a denúncia, que foi filmada pelas câmeras dos canais "Sportv". Um policial do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) ouviu e já levou Wagner detido.

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O funcionário da empresa LSM, contratada pelo Flamengo, nem precisou fazer a denúncia, que foi filmada pelas câmeras dos canais “Sportv”. Um policial do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) ouviu e já levou Wagner detido.

Da Redação*

Na noite desta quarta-feira, faltando cerca de 10 minutos para a partida entre Flamengo e Botafogo, pela semifinal da Copa do Brasil, houve uma tentativa de invasão nas entradas Norte e Leste (Bellini) do Maracanã. A Polícia Militar controlou a situação com uso de muitas bombas de efeito moral e gás de pimenta. A Cavalaria também foi acionada, e os portões do estádio foram fechados.

Quando a situação começou a ser normalizada, Wagner Tavares entrou no estádio e disse ao segurança privado, que por medo não quis se identificar: “Vai trabalhar vendendo banana, filho de preto”. O funcionário da empresa LSM, contratada pelo Flamengo, nem precisou fazer a denúncia, que foi filmada pelas câmeras dos canais “Sportv”. Um policial do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) ouviu e já levou Wagner detido.

Na delegacia montada dentro do Maracanã, Wagner negou as acusações, apesar das mais de cinco testemunhas, além do PM, terem dito que ele foi muito claro ao ofender o segurança. Nesta quarta, cerca 15 pessoas foram detidas no Maracanã, em nove ocorrências registradas. As acusações são de injuria racial, cambismo, tentativa de invasão, porte e uso de drogas, incitação à violência e desacato.

O juiz de plantão do Juizado Especial Criminal (Jecrim), Alexandre Cruz, optou por aplicar uma medida ao torcedor Luiz Alfredo, que ofendeu com injúrias raciais a um segurança negro. O acusado, que vai responder o processo em liberdade, deixou o estádio às 2h da manhã com as mesmas medidas restritivas que o torcedor do Botafogo denunciado pelos tios de Vinicius Jr, há uma semana: ele terá de se apresentar na Cidade da Polícia em todos os jogos do Flamengo por seis meses, não pode deixar o estado por mais de 10 dias e não pode mudar de endereço sem avisar ao Juizado Especial do Torcedor. Além disso, uma vez por mês precisa ir ao fórum, no Centro.

*Com informações Extra

Foto: Reprodução Rede Globo



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