Após pressão, Temer revoga decreto que extingue reserva na Amazônia, mas vai publicar outro

Depois da mobilização contra o fim da reserva ambiental entre o Pará e o Amapá, governo revogou o decreto mas prometeu publicar outro estabelecendo novas regras para a exploração mineral na região. Ambientalistas alertam...

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Depois da mobilização contra o fim da reserva ambiental entre o Pará e o Amapá, governo revogou o decreto mas prometeu publicar outro estabelecendo novas regras para a exploração mineral na região. Ambientalistas alertam para o risco e os impactos de uma “nova corrida do ouro” 

Por Redação 

O governo federal revogou, nesta segunda-feira (27), o decreto publicado na semana passada no Diário Oficial da União que extinguia a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) – uma área de mais de 4 milhões de hectares entre o Sul do Amapá e Noroeste do Pará – para a exploração mineral.

A revogação do decreto vem após uma intensa mobilização, que contou com o apoio de inúmeros artistas, contra o fim da reserva na Amazônia que engloba diversas áreas protegidas e territórios indígenas.

Apesar da revogação do decreto, o governo prometeu publicar um novo, com um texto que estabeleceria novas regras para a exploração mineral na região, limitando a exploração a áreas que não abranjam as 9 áreas protegidas na reserva e nem os territórios ocupados por indígenas. Acontece que as áreas protegidas e os territórios indígenas representam 69% de todo o território da Renca.

“A interpretação que se deu é que a Amazônia estava liberada para desmatamento. Equívoco. Jamais nenhum de nós participaria de um absurdo como esse”, disse o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, ao explicar a revogação do decreto, em uma clara tentativa de minimizar os impactos da decisão anunciada na semana passada, que chegou a nível global.

Apesar das possíveis mudanças no texto, no entanto, ambientalistas afirmam que qualquer liberação para exploração mineral na região abrem brecha para uma “nova corrida do ouro” que causaria impactos irreparáveis.

“Uma eventual corrida do ouro para a região poderá causar danos irreversíveis a essas culturas e ao patrimônio natural brasileiro”, alertou, em nota, Jaime Gesisky, especialista em políticas públicas do WWF-Brasil.

 

 



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