Bruno Covas se transforma para se tornar prefeito de São Paulo no lugar de Doria

"Um dia vai chegar a minha vez. Pode não ser no ano que vem, mas vai chegar a minha vez", diz o agora magro neto de Mário Covas.

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“Um dia vai chegar a minha vez. Pode não ser no ano que vem, mas vai chegar a minha vez”, diz o agora sarado neto de Mário Covas.

Da Redação*

O prefeito marqueteiro de São Paulo, João Doria, parece ter ganho ao longo do curto mandato um vice à altura de sua imagem ensaiada à exaustão. Disposto a substituir o mandatário, que não disfarça mais a sua pré-candidatura à presidência, o neto de Mário Covas, o até então gordinho Bruno Covas (PSDB), perdeu 16 quilos e entrou de vez para a república do cashmere, malhando diariamente, postando vídeos onde carrega pesados carrinhos de cimento, restaura calçadas e se dirige à população como um grande gestor.

Tanto é que, por conta das viagens do prefeito para receber títulos de cidadão que lhe acabam sendo negados, Bruno já assumiu a cadeira de prefeito 31 vezes ao todo, em apenas oito meses de gestão. O seu corpanzil, que era de mais de cem quilos e agora anda lépido, parece não conter a ansiedade para se estatelar de vez na maior e mais importante cadeira da maior cidade do país, o que acontecerá assim que seu chefe sair para disputar a eleição a presidente ou governador do estado.

O garoto, arremedo de Francis Underwood – de House of Cards – nega peremptoriamente a manobra, mas não disfarça o desejo:

“Um dia vai chegar a minha vez. Pode não ser no ano que vem, mas vai chegar a minha vez”, diz ele que, independentemente do desenrolar do cenário atual, quer se lançar candidato nas eleições municipais de 2020 –Doria disse que não disputará a reeleição.

A mudança no visual já aparente ficou ainda mais visível quando ele voltou à rotina após passar 12 dias de férias com um grupo de amigos na Croácia. A silhueta mais magra do vice foi enaltecida pelo bronzeado junto com o adeus ao antigo corte de cabelo e ao hábito de se barbear todos os dias.

“Tomei coragem de assumir a careca. Não dava mais, ou fazia implante, ou deixava crescer [cabelo] de um lado para jogar para o outro, ou assumia [a careca]. Acabou sendo a mudança de tudo. A barba foi para ornar com o resto.”

*Com informações da Folha

 



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