Doria diz que não disputa prévia com Alckmin e não descarta saída do PSDB

Em entrevista ao Estadão, o prefeito de São Paulo deixa clara a sua traição ao padrinho político e admite candidatura em 2018.

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Em entrevista ao Estadão, o prefeito de São Paulo deixa clara a sua traição ao padrinho político e admite candidatura em 2018.

Da Redação*

“Pretendo continuar, até que alguma circunstância me impeça disso”.

Com esta frase, em entrevista ao repórter Pedro Venceslau, do Estadão, o prefeito de São Paulo (PSDB) selou definitivamente a traição ao seu padrinho político, Geraldo Alckmin (PSDB), e se lança candidato à presidência em 2018.

Ao responder se seria candidato caso estivesse à frente de Alckmin nas pesquisas, Doria disse: “essa é uma decisão a ser tomada mais adiante. Ainda é cedo para avaliar. Não faço uma defesa personalista, mas nacional. Acertar na indicação é ouvir a população”.

Doria afirmou ainda que não disputará prévias com Geraldo Alckmin, “embora defenda as prévias. Não faz o menor sentido. Não faria isso. Desde já me excluo dessa condição”.

Sobre uma provável saída do PSDB ou até mesmo a criação de um novo partido, Doria falou:

“A política traz sempre ares, tempestades e fatos que não estão dentro do seu prognóstico. Isso se aprende rápido na vida política. Estou na política, mas não sou político. Não tenho intenção de mudar de partido, mas é sempre bom ouvir de outros partidos que você é bem-vindo. Não é só o PMDB e o DEM. Outros dois partidos tiveram a gentileza e a delicadeza de abrir as portas caso necessário. Agradeci. Estou no PSDB desde 2001, muito antes de pensar em ser candidato. Não entrei por conveniência. Pretendo continuar no PSDB, até que alguma circunstância me impeça disso. Em relação ao futuro, cabe a Deus indicar, iluminar e definir qual é o destino”.

E, sobre o discurso mais moderado que tem adotado, o prefeito falo que são etapas. “O discurso é como uma caminhada. Daqui a 10 metros não será mais o mesmo cenário. Sua reação pode ser diferente. Sou um conciliador. Sempre fui uma pessoa integradora. Eu respeito as pessoas. Embora eu seja firme na defesa das minhas posições, nunca desqualifiquei e xinguei”.

Neste momento, o repórter interrompe e o lembra que chamou a Dilma de anta e o prefeito respondeu:

“Não foi a melhor posição. Até me desculpei em relação a isso. Não precisava me referir a ela dessa maneira. Reafirmo minhas desculpas”.

O governador Geraldo Alckmin apoia o senador Tasso Jereissati para a presidência do PSDB. Já o sr. apoia o governador de Goiás, Marconi Perillo. O sr. e governador estão se distanciando?

Já sobre um provável afastamento do governador Geraldo Alckmin, pois Alckmin apoia o senador Tasso Jereissati para a presidência do PSDB e Doria apoia o governador de Goiás, Marconi Perillo, Doria disse que “não há afastamento nem diferenças pessoais. Há posições que nem sempre são as mesmas. Mas isso não implica um distanciamento meu em relação ao governador e dele em relação a mim. Eu de fato apoio o Marconi Perillo para a presidência do PSDB. Entendo que o senador Tasso cumpriu um papel importante, mas é hora de renovar. A renovação tem no nome de Marconi Perillo uma pessoa vibrante e inovadora. Seria um ganho tê-lo como presidente e manter Tasso na executiva”, concluiu.

*Com informações do Estadão

Foto: Ciete Silvério/A2img



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