Maia: Temer segue perdendo força na Câmara

Presidente em exercício afirmou em evento que presidente pode ter mais dificuldade para derrubar a segunda denúncia contra ele e também na aprovação da Reforma da Previdência. Da Redação...

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Presidente em exercício afirmou em evento que presidente pode ter mais dificuldade para derrubar a segunda denúncia contra ele e também na aprovação da Reforma da Previdência.

Da Redação

Rodrigo Maia (DEM-RJ) segue exercendo o cargo de presidente da República enquanto Michel Temer continua na China. O democrata participou nesta segunda-feira (4) do Fórum Exame, evento voltado para empresários, na zona sul da capital paulista. Entre outros assuntos, afirmou que vem ouvindo de outros parlamentares que Temer poderá encontrar dificuldades para derrubar a segunda denúncia contra ele a ser apresentada pela Procuradoria-Geral da República.

Segundo Maia, ela deve ser analisada de forma rápida para que não prejudique o calendário de reformas que o Congresso pretende votar. “Nós que cumprimos os prazos regulamentares devemos, claro, analisar com todo o respeito e analisar de forma rápida para que a gente possa olhar no horizonte essa agenda de mudanças que o Brasil tanto precisa”, disse. Nova denúncia deve surgir a partir da homologação da delação do doleiro Lúcio Funaro.

“O problema não é a data, é ter voto para votar. Hoje tem menos votos do que antes”, declarou. Maia projeta que, atualmente, o Governo não consegue alcançar os 308 votos necessários, ficando em torno de 280, para aprovar a reforma da Previdência. A discussão está prevista para outubro.

Alinhado com a polêmica agenda do Governo, Rodrigo Maia também defendeu as privatizações e o fim da estabilidade do emprego público. “Não precisamos privatizar para zerar o deficit público, mas para ter certeza de que sabemos que, nas mãos do setor privado, [as empresas] são mais eficientes”, apontou.

Para o presidente interino, pode existir uma mudança no status dos servidores e justificou a falta de recursos para a Previdência pública para tal alteração. “Existem áreas em que será necessária alguma estabilidade, outras não são necessárias”.

*com informações da Agência Brasil
Foto: Marcos Corrêa/ PR



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