Linha 5: Alckmin vai inaugurar estações inacabadas

Os acidente com usuários, comuns no sistema férreo da região metropolitana de São Paulo, vão continuar acontecendo nas novas estações: as porta-plataformas, essenciais à segurança dos usuários, não serão entregues.

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Os acidentes com usuários, comuns no sistema férreo da região metropolitana de São Paulo, vão continuar acontecendo nas novas estações: as porta-plataformas, essenciais à segurança das pessoas, não serão entregues.

Por Luiz Henrique Dias

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, inaugura, nesta quarta-feira (6), um trecho de 2,8 km da Linha 5 – Lilás do Metrô, ligando o atual trecho entre o Campo Limpo e a Estação Adolfo Pinheiro a outras três linhas: Borba Gato, Boa Vista e Brooklin.

Segundo o Metrô, as estações vão funcionar temporariamente das 10 às 15 horas, de segunda a sábado, para testes, antes de serem incorporados os horários normais do Metrô.

Inacabadas

Os acidentes com usuários, comuns no sistema férreo da região metropolitana de São Paulo, vão continuar acontecendo nas novas estações da Linha 5 – Lilás: as porta-plataformas, essenciais à segurança das pessoas e constantes no projeto das estações, não serão entregues. A promessa é de instalação apenas no próximo ano. O Metrô acusa a empresa Bombardier pelo atraso e diz que irá multar os responsáveis.

Gastou muito e vai vender por bananas

A previsão de investimentos para a construção da Linha 5 – Lilás era, inicialmente, R$ 7,65 bilhões, mas devidos aos atrasos e problemas financeiros e construtivos, o governo do Estado estima gastar R$ 9,97 bilhões (30% a mais) e, assim que terminar a obra, vai entregar a linha e mais a Linha 17, o lendário e interminável monotrilho de Congonhas, à iniciativa privada por um lance mínimo menor que 3% dos custos com a obra.

Comentário

A Linha 5 – Lilás está incompleta, com menos da metade da extensão do projeto funcionando, e atrasada, não havendo previsão certa para ficar pronta, uma vez que Alckmin nunca cumpriu um prazo prometido em uma obra de mobilidade urbana. O prazo inicial era 2014. Ao todo, ainda faltam 11 estações, 26 trens e o pátio de manutenção da Guido Caloi. Se estivesse operando conforme o prometido, 800 mil pessoas poderiam ser atendidas diariamente, desafogando parte do sistema de ônibus da capital e a linha da CPTM que serve o extremo sul da cidade.

Foto: Divulgação



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