Temer tenta suspender nova denúncia de Janot

Defesa acredita que o Supremo deve proibir ações da Procuradoria até que termine de apurar omissões na delação da JBS. Planalto já vê como inevitável a apresentação de segunda denúncia. Da Redação...

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Defesa acredita que o Supremo deve proibir ações da Procuradoria até que termine de apurar omissões na delação da JBS. Planalto já vê como inevitável a apresentação de segunda denúncia.

Da Redação

Nesta quarta-feira, a defesa do presidente Michel Temer entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal para suspensão de nova denúncia contra ele. Endereçado ao ministro Edson Fachin, o documento solicita, também, que impeça a abertura de novos inquéritos contra Temer.

Usando a JBS como argumento, a defesa acredita que o ministro Fachin deve proibir as ações da Procuradoria Geral da República até que terminem de apurar omissões na delação de Joesley Batista. “Desta maneira, torna-se medida primeira de Justiça a sustação do andamento de eventual nova denúncia apresentada contra o Sr. Presidente da República até que as investigações sobre os gravíssimos fatos sejam concluídas”, solicitou por meio de documento.

Antônio Mariz, advogado criminalista de Temer, questionou conflito possível conflito de interesses que pode se originar daí. “O presente caso, ou nos demais que eventualmente possam surgir, a atuação parcial, conflitante e passional de autoridades e o descrédito de colaboradores comprometerão a higidez de qualquer processo, em verdadeira afronta ao Estado Democrático de Direito”.

Esta reação da defesa de Temer acontece após Rodrigo Janot determinar a abertura de investigação sobre indícios de omissão no acordo de delação premiada com executivos da JBS. Novos áudios de conversas gravadas secretamente foram entregues às autoridades, levantando a discussão de que Joesley Batista ainda não contou tudo o que sabe.

Janot já é visto com sinais de enfraquecimento por Michel Temer, após ameaças de cancelar a delação da JBS – mesmo que tenha afirmado que isso não anula a validade das provas apresentadas. Por outro lado, o Planalto acredita que, mesmo assim, a apresentação de uma segunda denúncia contra Temer é inevitável.

Para o governo, a repercussão dos últimos fatos, pode aumentar seu poder na Câmara na tentativa de barrar este segundo pedido de abertura de investigação contra Temer. A primeira denúncia apresentada por corrupção passiva foi rejeitada pelo Congresso no início de agosto.

*com informações da Folha
Foto: Beto Barata/PR e Marcelo Camargo/Agência Brasil



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