Pela reabertura da exposição “Queermuseu – cartografias da diferença na arte brasileira”

O fechamento da exposição é um retrocesso e a atitude exatamente contrária que deve ter um centro cultural sobre os conteúdos artísticos que viabiliza à apreciação de toda uma sociedade.

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O fechamento da exposição é um retrocesso e a atitude exatamente contrária que deve ter um centro cultural sobre os conteúdos artísticos que viabiliza à apreciação de toda uma sociedade.

Por Evelyne Rodrigues*

O fechamento da exposição “Queermuseu – cartografias da diferença na arte brasileira”, em cartaz no Santander Cultural, em função de protestos contra o seu conteúdo é um retrocesso e a atitude exatamente contrária que deve ter um centro cultural sobre os conteúdos artísticos que viabiliza à apreciação de toda uma sociedade.

Não se trata de uma casa de chá, cuja proposta é agradar a clientela, e, sendo assim, gerar polêmica e manter firme princípios de liberdade de expressão estão, sim, no seu cardápio. Se a explicação dada pelo diretor de que a exposição foi fechada porque não satisfaz os desejos de uma sociedade for mantida, significa que o Santander Cultural somente reconhece como sociedade de direito uma fatia da população e pratica junto com esta discriminação e exclusão e deve, caso esta seja sua postura final, deixar de ter o direito de atuar como centro cultural e se transformar oficialmente em uma casa de chá a serviço dos interesses e gostos desta sua “clientela”, a qual apoia e beneficia, em detrimento da sociedade e cidadania como um todo.

Que seja reaberta a exposição como demostração que a sociedade não se limita a alguns segmentos, ou então, que cerre suas portas este pseudo centro cultural que com verba apoiada pela da Lei Rouanet desperdiça cultura. Não estão em seu direito de se manter como polo cultural se mantiverem esta postura e o mesmo vale para todo aquele que respalda esta ação que segmenta e que significa um perigoso retrocesso…uma porta que se abre ao obscurecimento da luz, justo em tempos já tão estranhos. Cabe a mim, a você, a todos nós deter esta marcha que se levanta em vários pontos e que acenam ao pior que tem em si as sociedades…

*Evelyne Rodrigues produziu um abaixo-assinado no site chance.org com o objetivo de conseguir a reabertura da exposição.

Foto: Divulgação

 



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