Brasil colônia: Trump quer que Temer tome medidas contra a Venezuela

O peemedebista terá um jantar com o presidente norte-americano na semana que vem e é esperado que Temer leve propostas que possam minar ainda mais o governo Maduro, fazendo assim o Brasil voltar a...

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O peemedebista terá um jantar com o presidente norte-americano na semana que vem e é esperado que Temer leve propostas que possam minar ainda mais o governo Maduro, fazendo assim o Brasil voltar a ser um mero quintal dos Estados Unidos e um imperialista para os países vizinhos 

Por Ivan Longo  

Já dizia o ex-presidente Lula que houve um tempo em que o Brasil “falava grosso” com países vizinhos e “fino” com os Estados Unidos. Esse tempo está voltando.

Além de abrir empresas estatais como a Petrobras para companhias norte-americanas, ou ainda conceder parte da Amazônia à iniciativa privada, o governo Temer agora resgatará o papel de país imperialista diante dos vizinhos.

Na próxima segunda-feira (18) o presidente norte-americano Donald Trump receberá Temer em Nova Iorque para um jantar junto com os presidentes da Colômbia e do Peru. No encontro, de acordo com um alto funcionário da Casa Branca, é esperado que Temer leve propostas para minar ainda mais o governo de Nicolás Maduro na Venezuela.

“Adoraríamos ver o presidente Temer vir preparado para discutir mais ações que o Brasil poderia tomar”, disse à Folha de S. Paulo o funcionário. “Não há dúvida de que o Brasil pode ter um grande papel, e o presidente Trump está muito interessado em ver o presidente Temer se pronunciar sobre isso”, completou, mostrando o quanto o Brasil, na visão dos norte-americanos, já voltou a ser um quintal de seu país.

A Venezuela, maior produtora de petróleo do mundo, vem sofrendo inúmeras sanções dos Estados Unidos diante da negativa do governo Maduro de ceder aos interesses econômicos norte-americanos. Grupos de direita e a mídia tradicional da Venezuela há anos são influenciados e apoiados pelos Estados Unidos e, com a divisão do país, o presidente venezuelano convocou uma nova Assembleia Constituinte em que se saiu vencedor. Desde então, as sanções contra o país só aumentaram e, liderados pelos Estados Unidos, países como Brasil e Argentina não reconheceram o resultado das eleições.

 

 



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