Ex-comandante de tropas no Haiti dá seu apoio ao general Mourão

General da reserva Augusto Heleno defende o posicionamento do "amigo de longa data" sobre intervenção militar e critica "descaramento de políticos indiciados por corrupção".

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General da reserva Augusto Heleno defende o posicionamento do “amigo de longa data” sobre intervenção militar e critica “descaramento de políticos indiciados por corrupção”.

Da Redação*

Depois que o general da ativa Antonio Hamilton Martins Mourão ameaçou uma intervenção militar no Brasil, caso o Judiciário não resolva o problema da corrupção no meio político, foi a vez de outro fardado defender a tese. O general quatro-estrelas da reserva Augusto Heleno publicou, em uma rede social, uma declaração de apoio a ourão. Heleno foi o primeiro comandante brasileiro da Força de Paz no Haiti, em 2004.

“Meu apoio irrestrito ao meu amigo de longa data e respeitado chefe militar (Mourão)”, escreveu Heleno, no Facebook. No texto de desagravo, o general afirmou que é “preocupante o descaramento de alguns políticos, indiciados por corrupção e desvio de recursos públicos, integrantes da quadrilha que derreteu o País, cobrando providências contra um cidadão de reputação intocável, com 45 anos de serviços dedicados à Pátria”. “Aconselho que, pelo menos, se olhem no espelho da consciência e da vergonha”, escreveu Heleno.

“Em resposta a uma pergunta, colocada diante de uma plateia restrita (na Loja Maçônica de Brasília), ele (Mourão) limitou-se a repetir, sem floreios, de modo claro e com sua habitual franqueza e coragem, o que está previsto no texto constitucional. A esquerda, em estado de pânico depois de seus continuados fracassos, viu nisso uma ameaça de intervenção militar. Ridículo”, afirmou o general da reserva.

A postagem de Heleno recebeu apoio nos comentários. Além disso, segundo monitoramento feito por integrantes das Forças Armadas, 95% das postagens sobre o assunto foram de apoio às declarações de Mourão. No entanto, a declaração de Mourão provocou incômodo no comando das Forças Armadas. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, convocou o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, para pedir explicações em relação às declarações do militar e “orientá-lo quanto às providências a serem tomadas”. Villas Bôas disse que “as declarações do general Mourão não podem ser consideradas fora do contexto”.

*Com informações do Estado de S.Paulo

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil



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