Outro braço direito de Janot na mira da nova procuradoria

Eduardo Pelella é ex-chefe de gabinete de Rodrigo Janot e teria atuado na delação da JBS. Da Redação Durante uma conversa em um almoço...

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Eduardo Pelella é ex-chefe de gabinete de Rodrigo Janot e teria atuado na delação da JBS.

Da Redação

Durante uma conversa em um almoço no Taypá, no Lago Sul em Brasília, o procurador Sidney Pessoa Madruga e uma mulher não identificada foram flagrados em conversa sobre a atuação do ex-chefe de gabinete de Rodrigo Janot, Eduardo Pelella. O diálogo que aconteceu nesta quinta-feira (21), se estendeu por mais de uma hora

Em conversa presenciada pela reportagem da Folha, que estava na mesa ao lado, Madruga, que é integrante da equipe da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que a “tendência” do órgão é investigar o ex-braço direito de Janot, Eduardo Pelella.

Pelella é mencionado em diálogos de delatores da JBS como um interlocutor da PGR. Ele se encontrou com o advogado Francisco Assis e Silva em 7 de março, dias antes do encontro entre Joesley Batista e Michel Temer, no Jaburu. Rodrigo Janot e seu ex-assessor negam qualquer irregularidade.

Durante essa conversa de restaurante, Madruga disse que “não é para punir, é pra esclarecer”. O procurador disse ainda que é preciso entender “qual é o papel do Pelella nessa história toda, porque está todo mundo perguntando”.

Madruga afirmou também que a gestão de Raquel Dodge precisa construir outra relação com a força-tarefa dos procuradores da Lava Jato em Curitiba, com mais interlocução e controle do que a anterior. Criticou a atuação de Janot que, para ele, deixava a força-tarefa muito solta.

O papel de Pelella também foi questionado por Madruga. Segundo ele, na função de chefe de gabinete, o ex-braço direito de Janot teria trabalhado intensamente nas investigações e acordos da Lava Jato.

Segundo a Secretaria de Comunicação da Procuradoria-Geral da República, o diálogo do procurador Sidney Pessoa Madruga faz parte de uma “conversa privada, de um procurador que atua em matéria eleitoral, no Rio, não tendo, portanto, nenhuma atuação criminal, na Operação Lava Jato”.

*com informações da Folha
Fotos: Marcelo Camargo / Agência Brasil e Marcos Corrêa/PR



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